Promovido pelo Clube Escape Livre, com o apoio do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), em parceria com a Câmara Municipal da Guarda, Junta de Freguesia da Guarda, Rádio Altitude e patrocínio da SPAL, o evento voltou a destacar a importância da memória e da identidade da cidade mais alta de Portugal.
As comemorações começaram na Encosta do Tempo, junto à Torre de Menagem, onde se encontra soterrada a Cápsula do Tempo – Guarda 2050. Mantendo a tradição, o presidente da Assembleia Municipal da Guarda, José Relva, cinzelou o ano de 2026 na orla da cápsula, num gesto simbólico que marca mais um ano desta iniciativa. O autarca afirmou sentir-se “muito orgulhoso” pelo convite recebido, considerando que representa igualmente todos os membros da Assembleia Municipal.
Seguiu-se a plantação da 13.ª árvore da Encosta do Tempo, uma Pyrus calleryana (Pereira de Jardim), num momento participado por todos os presentes, convidados por Luís Celínio, presidente do Clube Escape Livre, a lançar uma pá de terra sobre a nova árvore.
O programa prosseguiu no Paço da Cultura da Guarda, onde Thierry Proença dos Santos, diretor do Museu da Guarda, proferiu a conferência subordinada ao tema “A Guarda como Interioridade, Transfronteiriça e Memória do Futuro”. Durante a sua intervenção, destacou a ligação entre a Cápsula do Tempo e a cidade, promovendo uma reflexão sobre a forma como a Guarda é vivida e sobre o contributo dos seus habitantes para a construção do seu futuro.
Outro dos momentos da celebração foi a apresentação da 13.ª peça da coleção “Chávenas do Tempo”, concebida pelo arquiteto António Saraiva e produzida pela SPAL. A nova chávena apresenta um pires onde figuram os mapas de Portugal e Espanha, separados pela fronteira, com a Guarda em destaque, simbolizando o território, enquanto a chávena representa a memória e as experiências que perduram no tempo. No final da sessão, todos os participantes receberam um exemplar da nova peça da coleção.
Para Luís Celínio, presidente do Clube Escape Livre, esta edição assume um significado especial por assinalar a consolidação da iniciativa na sua segunda década. O responsável sublinhou o crescente interesse que a Cápsula do Tempo desperta junto da comunidade e recordou ainda o patrono da iniciativa, Francisco Pinto Balsemão, cuja ligação à Guarda e defesa da preservação da memória continuam a inspirar o projeto.
Ao longo de treze anos, a Cápsula do Tempo – Guarda 2050 tem vindo a afirmar-se como uma das iniciativas simbólicas da cidade, reunindo testemunhos, objetos e mensagens destinados às gerações futuras, reforçando a ligação entre o passado, o presente e o futuro da Guarda.






