O festival literário regressa este ano ao concelho de Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda, com mais de 30 iniciativas, que incluem sessões de conversas, debates com alunos, apresentações de livros, leituras, música, teatro e um Comboio Literário, anunciou hoje a organização.
Subordinada ao tema “a palavra habitada”, a edição deste ano arranca com o tradicional Comboio Literário, que parte da Estação de S. Bento, no Porto, com destino ao Pocinho, atravessando a paisagem do Douro classificada como Património Mundial pela UNESCO.
A viagem inclui leituras de poesia por alunos do Balleteatro do Porto e acompanhamento musical pelo guitarrista Rui David, evocando alguns dos mais destacados nomes da poesia portuguesa.
O festival presta este ano homenagem à obra da poetisa Helga Moreira, numa iniciativa que, segundo o diretor e fundador do evento, Jorge Maximino, reafirma o papel do certame como “lugar especial da palavra poética” e de cruzamento entre diferentes expressões artísticas.
“Poesia é, portanto, o centro do programa, a que se juntam o diálogo da poesia com as outras artes e as reflexões sobre a cultura e a sociedade atual. Trata-se de um projeto multidisciplinar através do qual há mais de quatro décadas se realizam iniciativas não só para promover a leitura, mas também para uma sensibilização para todas as artes junto do grande público e dos jovens, mobilizando fortemente a comunidade escolar do concelho e da região”, afirmou, citado no comunicado da organização.
No universo musical, o nome de destaque é João Gil, que apresenta uma conversa-concerto centrada na sua carreira, enquanto Sam the Kid e Marco Neves levam ao palco o ‘podcast’ “Assim ou Assado”, numa sessão dedicada à língua portuguesa, especialmente dirigida a alunos do ensino secundário.
O programa integra ainda a participação de autores como Andreia C. Faria, Fernando de Castro Branco, Isabel Pires de Lima, Isaque Ferreira, José Manuel de Vasconcelos, José Anjos, Livia Apa, Rosa Maria Martelo, Rosa Oliveira, Rui Lage e Rui Spranger, distribuídos por várias sessões de poesia e conversas.
A organização destaca ainda a sessão “Pinguim e BOTA fora de portas”, uma noite de poesia e música com microfone aberto, inspirada no espaço Pinguim, no Porto.
Na área da performance, o programa inclui “10 cadeiras_Todos os dedos das mãos-tÃO abertas à paisagem”, de António Barros, que apresenta leituras performativas, logo no dia de arranque do programa, bem como intervenções dos estudantes do Balleteatro, que levarão a poesia ao espaço público.
No Centro Cultural de Foz Côa, os alunos apresentam a peça “Pessoas”, a partir de texto homónimo de Ricardo Barceló, com encenação de Rui Spranger.
Durante o festival – que ocupará maioritariamente o pequeno e o grande auditório do Centro Cultural de Foz Côa -, decorre também a Feira do Livro de Poesia, organizada pela Livraria e Editora Exclamação, com obras de autores presentes e outros títulos.
O Festival de Poesia e Música de Foz Côa tem entrada livre, sujeita à lotação dos espaços, e é organizado pela SOMA – Associação de Arte e Cultura, em parceria com o Município de Vila Nova de Foz Côa e com o apoio de várias entidades, incluindo o Agrupamento de Escolas local, o Balleteatro – Escola Profissional do Porto, a CP – Comboios de Portugal e o CLEPUL da Universidade de Lisboa.







