No entanto, as colocações no mercado laboral continuam a ser feitas à custa das medidas ativas de criação de emprego e dos regimes de formação profissional, que são financiados pelo Estado.
O número de entradas diretas nas empresas está a melhorar, mas é minoritário. Os números da execução financeira do IEFP mostram duas tendências que confirmam a melhoria no mercado de trabalho: tem havido mais respostas para os pedidos dos desempregados e mais contratações diretas. No entanto, mostram também que se não fossem as medidas ativas de emprego, muito do emprego criado nem sequer existia.
Estas medidas representam mais de 90% das respostas que o IEFP dá aos seus utentes. Os números de janeiro e março são evidentes: em janeiro, a integração direta no mercado de trabalho chegava apenas a 9235 dos 182 170 utentes reencaminhados pelo IEFP (5,1%). Este número aumentou em março para 25 034 dos 288 516 desempregados reencaminhados pelos centros de emprego. Mas representou apenas 8,7% do total de pessoas reencaminhadas por aquele organismo.
O aumento no número de contratados diretamente está a surgir à custa de menos integrados através de medidas como o Estímulo 2013, o Impulso Jovem ou os estágios profissionais. Em janeiro, as medidas representavam 94,9% das respostas e em março o número caiu para 91,3%






