Exportações têxteis mantêm crescimento

De janeiro a julho a venda das empresas têxteis portuguesas para Espanha aumentaram 14,7%. Para Angola o crescimento foi de 20,9%.

As exportações da indústria têxtil portuguesa cresceram 10% nos primeiros 7 meses do ano, face ao mesmo período de 2013, para atingirem os 2,819 milhões de euros.

Na análise do desempenho do setor, os responsáveis da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, destacam o crescimento de 11,4% na venda de produtos têxteis e, em especial, a subida de 19% nas categorias de artigos correspondentes aos têxteis têcnicos.

Por países, os principais clientes dos têxteis portugueses reforçaram as suas posições, com Espanha a importar mais 14,7% dos seus fornecedores lusos, enquanto a subida em França foi de 12,9% e no Reino Unido atingiu os 11%. Nos Estados Unidos, um dos mercados alvo na estratégia de cada vez mais têxteis portuguesas, as exportações do sector cresceram 13,7%

Mas há outros países na rota dos têxteis made in Portugal como Angola (mais 20,9%) ou Noruega (56,6%), oque vem animar as perspetivas do sector recuperar valores de exportação já atingidos no passado.

Otimismo para o final do ano

Para o final do ano, a indústria têxtil e o do vestuário nacional espera passar a barreira dos 4,5 mil milhões de euros nas exportações, o que representa um crescimento de cerca de 6% face a 2013 e um valor recorde considerando os últimos seis anos.

Até ao final da década, a ambição do setor é atingir os cinco mil milhões de euros de exportações, igualando o valor que foi registado em 2001, antes dos anos da crise, com menos empresas e menos postos de trabalho do que nessa altura, mas com mais valor acrescentado, serviço e crescimento de margens.

Para isso, a indústria têxtil contará com um novo plano estratégico, desenhado para reunir estatégias e linhas de ação até 2020. Design, inovação e tecnologia serão pilares deste plano, a apresentar a 24 de setembro, no XVI Fórum da Indústria Têxtil, no Porto, considerando que a fileira, nos últimos anos, emagreceu em dimensão, mas ganhou agilidade, competitividade e força exportadora.

Entre janeiro e julho, a balança comercial da indústria têxtil e do vestuário  registou um saldo positivo de 728,2 milhões de euros, mais 9,3% do que em período homólogo. No final do ano, o saldo positivo esperado é de 1,2 mil milhões de euros.




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