“Para já começámos com 28 concelhos das regiões do Douro, Beira, Serra da Estrela e Trás-os-Montes, com oito técnicos no terreno, que vão percorrer esta vasta área, ao serviço da metrologia e acreditamos que, de futuro, com a ajuda do Governo, este espaço de abrangência será maior e evitar grandes deslocações do agentes económicos deste território e permitir mais vantagens económicas, disse o presidente da AMDS, José Meneses.
Este novo laboratório tido como “pioneiro” na sua certificação está instalado em Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, e partir daqui os técnicos vão percorrer os concelhos do interior norte estipulados, com instrumentos de medição para várias áreas como a calibração de bombas de combustível, balanças agrícolas e comerciais, medidores de tempo, entre aparelhos, sistemas de medição, pesagem e controlo de outras atividades para haver uniformização.
“Num domínio tão sensível como a metrologia legal, onde estão em causa a confiança dos consumidores, a lealdade das transações económicas e a credibilidade do Sistema Português da Qualidade, a estabilidade das instituições e a valorização de quem conhece verdadeiramente o setor são condições essenciais para boas decisões públicas”, vincou o também autarca de Torre de Moncorvo.
Segundo José Meneses, ao longo dos últimos anos, assistiu-se em Portugal à extinção de muitos serviços municipais de metrologia, em especial em municípios de pequena e média dimensão. A consequência natural dessa evolução foi a concentração crescente destas operações em entidades privadas, muitas vezes mais afastadas dos territórios e naturalmente orientadas por lógicas comerciais.
“A AMDS seguiu outro caminho, criou escala intermunicipal, investiu em equipamentos, qualificou técnicos, obteve acreditações e alargou a sua área de atuação, assim manteve vivo um serviço público essencial, sem fins lucrativos, próximo dos agentes económicos e orientado para o interesse das populações e dos municípios, numa caminhada que começou em 2008”, indicou o autarca.
Para José Meneses, este laboratório certificado deve ser entendido como uma decisão coerente com o próprio regime legal do controlo metrológico legal, que exige competência, cobertura geográfica, rastreabilidade, rigor técnico e cumprimento de requisitos e também, como uma decisão de justiça territorial.
“Permitir que a AMDS assuma estas competências é garantir que os municípios abrangidos pela nossa área de competência e os agentes económicos desta vasta área geográfica não ficam dependentes exclusivamente de respostas externas, mais distantes e, muitas vezes, menos ajustadas às necessidades concretas do território o que vai permite reduzir deslocações, permite diminuir tempos de resposta, Permite apoiar empresas, agricultores, operadores económicos, oficinas, postos de combustível, unidades industriais e comerciantes e, ao mesmo tempo, reforçar a confiança dos consumidores”, vincou
Por seu lado, o sectário de Estado da Economia e da Coesão, João Rui Ferreira, que marcou presença nesta cerimónia de certificação do laboratório de metrologia da AMDS, disse que este equipamento é um exemplo, claro, que trabalhando em conjunto se consegue um trabalho mais eficaz e coeso, que é que o país precisa.
“Para dar arranque a este laboratório houve aqui uma união de oito municípioS que integram a AMDS, que conseguiram arranjar equipamentos que vão servir outros 20 concelhos do interior e afastados dos grandes centros”, sublinhou.
A AMDS é uma associação de fins específicos destinada a promover a cooperação e desenvolvimento na área do Douro Superior e é constituída pelos municípios de Carrazeda de Ansiães, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Mêda, Miranda do Douro, Mogadouro, Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa.






