Associação cria bolsa de emprego para a apanha de pequenos frutos

A par da cultura do mirtilo, também a cultura da framboesa, da groselha, da amora e do morango se encontram em expansão, embora com menor expressão que a cultura do mirtilo

A associação de pequenos frutos Agim anunciou a criação de uma bolsa de emprego para a colheita, com particular incidência para a colheita do mirtilo, considerando que se trata do pequeno fruto com maior área plantada em Portugal.

A bolsa consiste numa plataforma online, alojada na página da Agim, onde os interessados em trabalhar na colheita ou em recrutar trabalhadores podem fazer a sua inscrição.

A medida vem no seguimento das preocupações demonstradas por vários produtores e comercializadores, no âmbito das reuniões que a Agim tem promovido em 2013 e 2014, bastando aos interessados preencher o formulário inserido na plataforma, cujos dados serão depois aos empregadores.

A dificuldade de recrutamento é um problema que, segundo aquela associação “tenderá a agravar-se no futuro, devido ao crescente número de plantações que se está a verificar um pouco por todo o país devendo, segundo várias previsões, atingir os dois mil hectares de área plantada de mirtilo até 2020”.

A par da cultura do mirtilo, também a cultura da framboesa, da groselha, da amora e do morango se encontram em expansão, embora com menor expressão que a cultura do mirtilo.

A bolsa de emprego “pretende ser um espaço que articula a oferta e a procura de trabalhadores para a colheita e assim satisfaça as necessidades de ambos, trabalhadores e empregadores”.

A Agim tem vindo a realizar vários encontros com os agentes do sector (produtores, comercializadores e técnicos), procurando atuar como entidade facilitadora na resolução de problemas e constrangimentos, como no caso da escassez de mão-de-obra para a colheita.




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