Altice/PT vai recuperar infraestrutura afetada “o mais rápido possível”

A Altice/PT vai recuperar a infraestrutura afetada pelos incêndios que lavram no país “o mais rápido possível”, afirmou hoje a presidente executiva da Altice Portugal, Cláudia Goya.

“Temos infraestrutura afetada em nove distritos, seis dos quais numa situação crítica”, o que “significa 150 ‘sites’ que foram afetados”, o que representa cerca de 3% da rede móvel, disse a gestora, num encontro com jornalistas, em Lisboa.

Para fazer face a esta situação, “temos 17 unidades móveis a assegurar as comunicações, duas das quais em trânsito para a zona Centro, e temos vindo a disponibilizar telefones vsat [satélite] em diversas localidades”, onde se incluem Seia, Oleiros e Hospital da Guarda e outros locais onde seja necessário, acrescentou.

Na rede fixa foram afetadas 109 áreas, o que representa cerca de 6% da rede da Meo/PT.

Segundo dados da Altice/Portugal, mais de 300 quilómetros de cabo ficaram destruídos e cerca de 2.500 postos ardidos.

“Independentemente desta situação, aquilo que contamos fazer é recuperar toda a infraestrutura o mais rápido possível, à medida que vamos tendo a autorização” para poder intervir nos locais, disse.

A Altice/PT, que tem cerca de 700 colaboradores no terreno, assume o “compromisso total” do seu trabalho de “poder recuperar de forma mais célere possível e à medida que as condições de terreno permitirem”, reiterou Cláudia Goya, cuja operadora que lidera é responsável pela gestão da rede de comunicações de emergência SIRESP.

“Temos 50 ‘sites’ que estão em funcionamento em modo local”, disse, quando questionada sobre falhas de comunicação no SIRESP.

Quando questionada sobre tecnologias alternativas que permitam diminuir o risco de falhas nas comunicações durante os incêndios, Cláudia Goya afirmou: “Temos um grupo de trabalho no sentido de analisar essas alternativas de enterrar os cabos, é algo que estamos a trabalhar ativamente”.

Já Alexandre Fonseca, administrador para a área da tecnologia (CTO) da Altice/PT, explicou que “existem condições difíceis que afetam todos os operadores” e que eventuais impactos nas redes móveis se devem à “extensão dos incêndios” e à “maior capilaridade” da rede da operadora.

“Não estamos apenas nos grandes aglomerados”, concluiu o administrador.

Por sua vez, o cofundador da Altice Armando Pereira afirmou: “Se os nossos ‘sites’ arderam era porque havia incêndios”, referindo que os materiais das estruturas são iguais aos dos concorrentes.

Cláudia Goya expressou ainda “palavras de solidariedade, conforto e força a todos os portugueses” que foram afetados pelos “trágicos incêndios”.

O número de mortes ocorridas devido aos incêndios florestais que lavram no país desde domingo aumentou para 35, segundo o mais recente balanço da Autoridade Nacional de Proteção Civil.




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