Hoje, Almeida é uma vila pacífica e tranquila junto à fronteira com Espanha, mas noutros tempos foi palco de muitos combates e duelos.

Esta terra fronteiriça é um dos raros exemplares de arquitetura abaluartada do nosso país. Fortificada em forma de estrela de 12 pontas, tem muralhas em cantaria, revelins, portas e casamatas. A praça-forte foi edificada nos séculos XVII e XVIII, em redor de um castelo medieval, depois de os espanhóis terem destruído as defesas que protegiam a vila. Por tudo isto, Almeida desempenhou um papel relevante na Guerra dos Sete Anos e na 3ª Invasão Francesa, em 1810, período em que esteve cercada pelas tropas napoleónicas.

A vila está cheia de encanto e rodeada de paisagens bucólicas, ostentando uma das mais interessantes fortalezas do mundo, onde foi adotada a tática do “hexágono”.

Reza a história que em 1810, o general francês Massena cercou Almeida, que resistiu corajosamente durante 17 dias. Só terminou o cerco devido à negligência de um soldado, que fez explodir o depósito de munições matando cerca de 500 homens e não poupando o Castelo, que foi edificado na Idade Média.

Mesmo que não seja um aficionado dos palcos de guerra, sugerimos que faça um passeio pedestre pela original muralha.

Como chegar: Almeida fica a sete quilómetros da fronteira com Espanha. Seguindo pelo A1, apanhe a A23 ou a A25 em direção a Vilar Formoso.