Plano da Serra da Estrela demonstra trabalho em rede com agentes da proteção civil

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A ANPC tem investido “fortemente” no Plano Nacional Operacional da Serra da Estrela, porque o considera “particularmente importante”.

O presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) afirmou ontem que o Plano Nacional Operacional para a Serra da Estrela demonstra o trabalho em rede com todos os agentes de proteção civil.

“Este dispositivo revela bem aquilo que é o entendimento da ANPC que é o trabalho em rede com todos os agentes de proteção civil, os bombeiros, as seis corporações envolvidas, a força especial de bombeiros da proteção civil e o grupo de intervenção proteção e socorro da GNR que tem aqui uma unidade especial de montanha e, este ano, vamos ainda trabalhar mais em permanência com o INEM”, afirmou Mourato Nunes.

Este responsável explicou que a ANPC tem investido “fortemente” no Plano Nacional Operacional da Serra da Estrela, porque o considera “particularmente importante”.

“A Serra da Estrela é um espaço emblemático do país, onde nacionais e estrangeiros vêm com grande frequência, particularmente a partir deste período, de inverno. Tem uma especificidade muito própria e um grau de exigência muito grande em relação às forças de proteção e socorro que aqui temos. Todos os anos nós vimos à serra iniciar o dispositivo, fazer uma avaliação e foi isso que fizemos”, disse.

Das seis corporações de bombeiros que integram o Plano Nacional Operacional da Serra da Estrela, estiveram presentes oficialmente na apresentação os bombeiros de São Romão, Gouveia e Seia (distrito da Guarda), sendo que as corporações da Covilhã (distrito de Castelo Branco), Louriga e Manteigas (Guarda) não compareceram oficialmente.

O responsável do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda, António Fonseca, explicou que o plano que anualmente é ativado entre os dias 01 de dezembro e 30 de abril, conta diariamente com um efetivo de 26 operacionais na Serra da Estrela durante os dias úteis, aos quais se juntam meios da Infraestruturas de Portugal (IP), com oito elementos.

“Nos feriados e fins de semana, o dispositivo total, sem os meios da IP, conta com 49 operacionais que podem ser reforçados consoante as necessidades”, disse.

Já as seis corporações de bombeiros têm um dispositivo diário com cinco elementos e duas ambulâncias nos dias úteis, número esse que é reforçado aos fins de semana e feriados, para 13 elementos e quatro ambulâncias, um veículo de comando e uma viatura com especificações técnicas para intervir.

A Força Especial de Bombeiros está presente diariamente com 10 elementos e duas viaturas e a GNR com 11 elementos nos dias úteis, de um total de 25 elementos, sendo que cinco são especialistas em resgate em montanha e seis na área de policiamento.

Aos fins de semana, o número de efetivos da GNR sobe para 24 (10 especialistas em resgate em montanha e 14 em função policial), com quatro viaturas.

António Fonseca sublinhou ainda que, este ano, a novidade prende-se com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que coloca na serra uma viatura com dois elementos para dar apoio no âmbito da emergência médica.

Este responsável adiantou ainda que nos últimos anos o número de acidentes tem reduzido substancialmente, bem como as situações de perigo.
“A Serra da Estrela é o nosso ícone e tudo faremos para que seja um local acolhedor e seguro”, concluiu.




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