Vítor Pereira preferia unir Cova da Beira à Beira Baixa

Agora, Vítor Pereira defende que este modelo deve ser reavaliado de forma “desapaixonada, objetiva e isenta”, mas remete essa análise para o final do mandato

Volta a estar em cima da mesa a ideia de que os municípios da Cova da Beira deviam estar unidos aos da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIM-BB). O assunto foi abordado, na última semana, pelo presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, que nunca escondeu que não era apologista do modelo organizativo que conduziu à divisão do distrito de Castelo Branco e à integração dos municípios da Cova da Beira na Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE). Agora, Vítor Pereira defende que este modelo deve ser reavaliado de forma “desapaixonada, objetiva e isenta”, mas remete essa análise para o final do mandato e do quadro comunitário de apoio.

Até lá, diz que a Covilhã deverá estar de “corpo e alma” na CIM-BSE, mas não deixa de lançar um olhar para os diferentes “desenhos geográficos” possíveis. Lembra que no passado, quando ele próprio era presidente da CIM-BSE, houve uma conversa entre os autarcas das duas comunidades com vista a uma eventual fusão, sem que a mesma viesse a ser concretizada. Todavia, sublinha, a premissa de que uma fusão traria mais “escala e dimensão” aos territórios mantém-se e faz mesmo com que rejeite o cenário de uma comunidade criada apenas pelos municípios da Covilhã, Belmonte e Fundão.

“Seria preferível a junção da Cova da Beira com a Beira Baixa”, aponta, sublinhando que esta é uma opinião que apenas o vincula a ele, mas revelando que o assunto já foi tema de conversa entre os três autarcas.

Por outro lado, mantém as críticas ao modelo de gestão das CIM’s, vincado que o presidente devia ser escolhido por voto direto e que estes órgãos deviam ter mais competências e fundos.

Rejeitou ainda a ideia de que fossem sobre ele as críticas dos autarcas do Sabugal e de Fornos de Algodres que, em declarações na Rádio F, afirmavam que há presidentes de Câmara que não comparecem nas reuniões da CIM-BSE e que só querem saber do órgão quando foram presidentes do mesmo. Questionado sobre a questão, garantiu que vai quando pode ir. Informou ainda que nas restantes se faz representar e destacou que as reuniões são maioritariamente de cariz técnico, pelo que, a representação política não é imprescindível. Questionado sobre o número de vezes em que esteve presente nas reuniões, apontou uma média de 20 a 30%, mas também sublinhou que, na era dos telemóveis e da internet, os assuntos podem ser tratados por esses meios e sem a presença física.




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