UBI participa em estudo internacional sobre empresas familiares

O Projeto Spring integra entidades de nove países europeus e pretende contribuir para a melhoria de um tipo de empresas que tem grande relevância na economia europeia.

A Universidade da Beira Interior (UBI) está envolvida num estudo internacional que vai centrar-se nas empresas familiares. O trabalho está inserido no Projeto Spring, desenvolvido por um consórcio que integra 11 entidades de nove países europeus, cuja mais-valia mereceu a aprovação de um financiamento de cerca de um milhão de euros, por parte do ERASMUS + Knowledge Alliances.

A finalidade do Spring, que vai decorrer até 2021, é estudar toda a problemática do planeamento da sucessão nas empresas familiares, ajudando na definição da estratégia de sucessão e na formação da nova geração para assumir o negócio familiar.

A UBI é a única entidade portuguesa que faz parte do projeto, que integra ainda entidades de Itália, Chipre, França, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Malta e Bélgica. O estudo será desenvolvido por um grupo de organismos de âmbito alargado, como universidades, consultoras e a Associação Europeia de Empresas Familiares.

A equipa da UBI é constituída por cinco docentes e investigadores do Departamento de Gestão e Economia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. São eles Mário Raposo, Helena Alves, João Ferreira, Arminda do Paço e Cristina Fernandes.

O início dos trabalhos teve lugar em janeiro, durante o Kick off Meeting que se realizou na cidade italiana de Palermo, Itália.

A importância deste projeto justifica-se com o facto das empresas familiares serem, desde há muito, os pilares da economia europeia, e é chegado o momento de realçar o seu potencial na Europa. Estas empresas têm um contributo importante para o PIB e o emprego, e tendem a ser muito inovadoras com uma visão de longo prazo. A nível da União Europeia representam mais de 60 por cento do total das empresas e são responsáveis por cerca de 50 por cento do emprego.

De acordo com o European Family Business Barometer (2017), as principais preocupações das empresas familiares, centram-se no recrutamento de novos talentos, na formação dos recursos humanos, no aumento da competitividade, no declínio da rentabilidade e na preparação do processo de sucessão para a nova geração.




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