Museu do Côa passa a dispor de serviço de áudio-guias para visitantes

O Museu do Côa (MC) passa a dispor de áudio-guias que estarão ao alcance dos visitantes, a partir de domingo, para quem pretender fazer uma visita à unidade museológica, sem ser com guias ou em grupos organizados.

“A ausência dos áudio-guias era uma lacuna que existia no museu. Após estabelecermos um protocolo com uma empresa especializada, solicitámos à nossa equipa de investigação que fosse feita uma revisão profunda dos conteúdos museológicos da exposição permanente, a fim de ser passada para um suporte digital”, explicou à Lusa o presidente da Fundação Côa Parque, Bruno Navarro.

Nesta primeira fase, os dispositivos eletrónicos podem ser utilizados de forma gratuita pelos visitantes, para se poder fazer uma avaliação dos resultados.

“Depois da fase de testes, que poderá durar uns meses, iremos avaliar se vamos manter o serviço de forma gratuita, ou se terá um encargo acrescido, que nunca será muito significativo”, vincou o responsável.

Os novos dispositivos fazem uma descrição da “Arte do Côa” em português, inglês e espanhol, estando programada, para breve prazo, a introdução do francês.

“Trata-se de uma mais-valia para os visitantes do museu. Em cada uma das salas exige um identificador de informação e os visitantes só têm de aproximar o aparelho desse identificador e ouvir a informação relativa a cada um dos conteúdos expostos”, explicou.

Segundo Bruno Navarro, muitas das pessoas que optavam por fazer uma visita livre ao MC, não ficam a perceber, na realidade e com exatidão, o significado e história dos conteúdos expostos, pelos que estes novos aparelhos serão uma ajuda, com rigor científico e histórico.

“Esta é uma forma muito feliz de ajudar os visitantes a perceberem o património que os rodeia”, frisou o responsável.

Por outro lado, e para melhor se conhecer o valor do património do Vale do Côa, que tem mais de 25 mil anos de história, foi criado um bilhete combinado que junta as Fundações do Côa, Serralves e Fundação Museu do Douro, que poderá ser utilizados a partir de domingo.

Segundo os promotores desta iniciativa tripartida, a pareceria permitirá ainda a realização de eventos e atividades conjuntas, que sirvam para enriquecer o programa cultural oferecido pela região Norte.

“Para o Museu do Côa esta pareceria é uma mais-valia, já que o equipamento está inserido numa região desfavorecida. Porém, os equipamentos têm muito em comum, embora com percursos diferentes”, enfatizou Bruno Navarro.

A museografia do Côa foi concebida dentro de todo “o rigor científico”, como uma mostra explicativa dos ciclos de arte rupestre do Baixo Côa e Douro Superior, que se iniciaram no Paleolítico superior, há mais de 25 mil anos.

Segundo os especialistas, mais do que um museu de arqueologia, o Museu do Côa é, em primeiro lugar, um museu de arte, com obras quer dos caçadores-artistas do Gravetense, quer dos últimos moleiros rupestres da Canada do Inferno.




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