Turismo Centro de Portugal aplaude Decreto-Lei que regula a promoção do Caminho Português de Santiago

Há mais de uma década que o Turismo Centro de Portugal trabalha no sentido da certificação dos itinerários do Caminho Português de Santiago que passam na região.

A Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal (ERTCP) saúda de forma muito positiva o Decreto-Lei aprovado pelo Conselho de Ministros, que regula a promoção do Caminho Português de Santiago e que visa a certificação dos seus itinerários. Segundo a ERTCP, esta medida vem ao encontro do intenso trabalho desenvolvido nos últimos anos pela ERTCP, em conjunto com vários parceiros do território do Centro de Portugal, que se enquadra na perfeição no espírito e na letra do Decreto-Lei agora aprovado.

O trabalho de identificação e valorização dos itinerários do Caminho de Santiago no Centro de Portugal iniciou em 2017, quando a ERTCP delineou a estratégia de estruturação desta via de peregrinação enquanto produto turístico de grande potencial. Na região, estão identificados e sinalizados os Caminhos Central, Interior e Nascente e a ligação do Caminho Interior ao Caminho Central.

Em 2014, ficou concluída toda a sinalética do Caminho Central, que, iniciando-se em Lisboa, passa neste território por Tomar, Ferreira do Zêzere, Alvaiázere, Rabaçal, Conímbriga, Coimbra, Mealhada, Águeda e Albergaria-a-Velha, em direção ao Porto e a Santiago de Compostela. Neste itinerário está já em pleno funcionamento uma importante rede de albergues e pontos de apoio ao peregrino, refere o Turismo Centro de Portugal.

Também o Caminho Nascente se encontra completamente identificado e sinalizado no Centro de Portugal. O itinerário parte do Alentejo e atravessa o território do Centro de Portugal em Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, Fundão, Ferro (Covilhã), Belmonte, Guarda, Celorico da Beira e Trancoso, onde se junta com o Caminho de Torres. Este, começando em Espanha, cruza Almeida, Pinhel e Trancoso, em direção a Lamego, Guimarães, Braga e Santiago.

O Caminho Nascente é de grande importância estratégica, uma vez que constitui um percurso alternativo à Via da Prata, tradicionalmente utilizado pelos peregrinos do Sul de Espanha e que passa por Sevilha, Cáceres e Salamanca. Atualmente, cada vez mais peregrinos da Extremadura e de Castela e Leão preferem utilizar o Caminho Nascente, uma vez que a Via da Prata está hoje saturada.

Igualmente identificado está o Caminho do Interior, que parte de Viseu e segue por Castro Daire, Lamego, Vila Real e Chaves, até desembocar na Via da Prata. Em 2015, foi protocolada entre a ERTCP e os municípios, a ligação entre o Caminho do Interior e o Caminho Central, havendo inclusivamente uma candidatura ao programa Valorizar, promovida pela Associação Via Lusitana.

Paralelamente, foram e estão a ser desenvolvidas ferramentas de apoio ao peregrino, nomeadamente uma app, guias e mapas, que permitem a plena fruição do Caminho Português de Santiago na região, proporcionando informação geral e prática, bem como informação histórico-cultural, refere uma nota informativa do Turismo Centro de Portugal.

A região Centro de Portugal tem apostado na qualificação e valorização do Caminho Português de Santiago, em parceria com os Municípios, a Associação Via Lusitana e o Turismo de Portugal. Por isso, a ERTCP adianta que reúne todas as condições para avançar com a certificação dos seus itinerários, aguardando o desenvolvimento do processo de organização a nível nacional e disponibilizando-se até para, face aos passos importantes que já foram dados pelo Centro de Portugal nesta área, assumir um papel de região-piloto a nível nacional.

Segundo a ERTCP a aprovação do Decreto-Lei constitui uma excelente oportunidade para a região e para o país.




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