Sabugal Primus volta a reunir diáspora

Rede criada para fazer dos sabugalenses espalhados pelo mundo embaixadores do concelho deverá ser formalizada até ao final do ano.

Depois de duas sessões em Lisboa e Paris, a Rede Sabugal Primus, promovida pelo município raiano, regressou “a casa” no sábado. O terceiro encontro decorreu no auditório municipal.

A iniciativa tem como objetivo mobilizar a diáspora sabugalense espalhada pelo país e pelo mundo para os processos de desenvolvimento do concelho. No encontro da cidade raiana, o autarca António Robalo lembrou a «necessidade de captar investimento privado», até porque no novo quadro comunitário «não há investimento público que não seja acessório do investimento privado, pelo que sem o segundo não poderá existir o primeiro». Sensibilizar os sabugalenses e torná-los «embaixadores do concelho» é um dos objetivos do edil, segundo o qual «quem está fora pode ajudar-nos». A sessão era aberta a todos e houve alguns sabugalenses que aproveitaram para dar o seu contributo. Foi o caso de Vítor Andrade, que deixou há muito a terra natal: «Tenho-a sempre no coração e divulgo-a quando posso», afirmou, lamentando que os mais novos não se sintam atraídos pelo Sabugal. «Há cá muito pouco para oferecer em troca porque o concelho não tem nada que os vizinhos não tenham também», justificou.

Para contrariar isso deixou algumas sugestões, na sua maioria ligadas à natureza, pois o município tem uma grande área florestal que pode «aproveitar melhor». Vítor Andrade considerou também que «falta um lóbi em várias frentes» e que o problema é «falta de ambição, de arrojo, de ideais e de perder o medo». Na sua opinião, «quando proporcionamos coisas diferentes as pessoas vêm», sublinhando que é ainda necessário criar uma plataforma onde todos os sabugalenses possam interagir, partilhar conhecimentos e ideias e formalizar a Rede Sabugal Primus. Este é um dos próximos objetivos de António Robalo, que gostava que a formalização acontecesse até ao final do ano. Após três sessões com os raianos a aderirem e a participarem, a autarquia espera criar uma rede «amiga e solidária, com pessoas unidas por uma força: o concelho», sustentou o autarca.

Desde março, quando se realizou o primeiro encontro, «já obtivemos alguns investimentos materiais através desta rede», adiantou o presidente do município. A Rede Social Primus enquadra-se numa estratégia de desenvolvimento económico, pois identifica oportunidades para quem queira investir e tenha uma ideia clara para o concelho. «É essencial o município mostrar as boas oportunidades de negócio que pode gerar», considerou António Robalo, que lembrou que «a predisposição é o primeiro caminho para que haja desenvolvimento económico e social».




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