Renúncia quaresmal da Guarda reverte para diocese em Angola e para seminário local

Os católicos iniciam hoje a Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa, principal festa dos cristãos, marcado por períodos de jejum e partilha, como a renúncia quaresmal.

Os donativos provenientes da renúncia da Quaresma na Diocese da Guarda vão reverter para obras no edifício do Seminário local e para ajudar seminaristas da diocese africana de Sumbe (Angola), foi hoje anunciado.

O bispo da Guarda, Manuel Felício, refere na mensagem da Quaresma publicada na página oficial da Diocese na internet que a renúncia quaresmal de 2020 “será orientada para os seminários”.

“Respondendo, por um lado, a pedidos que nos vêm de algumas dioceses africanas, que têm muitos seminaristas maiores e dificuldade em os sustentar, nomeadamente a de Sumbe, onde a Liga dos Servos de Jesus tem a Missão Dom João de Oliveira Matos, e, por outro, para ajudar a requalificação do nosso Seminário da Guarda para que possa cumprir os serviços de seminário que acolhe os nossos seminaristas e pré-seminaristas, casa sacerdotal, logística dos movimentos serviços e obras de apostolado diocesanos, casa de retiros e casa sacerdotal”, justifica o prelado diocesano.

Os católicos iniciam hoje a Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa, principal festa dos cristãos, marcado por períodos de jejum e partilha, como a renúncia quaresmal, cujo produto é destinado a obras e causas sociais.

Na mensagem quaresmal com o título “Quaresma, tempo forte de reconciliação”, o bispo da Guarda lembra que a esmola e a partilha são “expressões muito importantes” do “compromisso de renovação na caminhada da Quaresma”.

Segundo Manuel Felício, “o papa Francisco, na mensagem que envia ao Povo de Deus sobre a próxima Quaresma, faz este apelo: ‘Pedimos-vos, em nome de Cristo: deixai-vos reconciliar com Deus’”.

“Ora, a reconciliação com Deus coincide com a reconciliação de cada um consigo mesmo e com os outros, a caminho daquele ideal de comunhão que habita o coração de todos os seres humanos”, reconhece.

Na mesma mensagem, Manuel Felício escreve que “o tempo forte da Quaresma é especialmente propício” para que se identifiquem fragilidades e pecados em cada um.




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