Relatório de 2018 da Câmara da Guarda aponta redução da dívida

A Câmara Municipal da Guarda aprovou hoje, por maioria, o relatório e contas do ano de 2018, que aponta a redução da dívida e uma margem de endividamento de 30 milhões de euros, anunciou o seu presidente.

O autarca social-democrata Álvaro Amaro disse aos jornalistas, no final da reunião quinzenal do executivo, que, no ano passado, em termos de execução orçamental, o município “atingiu a taxa de 97% na receita”, de 81% na despesa e de 73% nas Grandes Opções do Plano.

“A dívida do município reduziu, relativamente ao ano anterior, 4.675.264 euros, representando uma redução de 19% face a 2017”, referiu, indicando que, “em termos de endividamento, apresenta uma margem superior, relativamente a 2017, passando de 20.054.914 euros para 29.963.362 euros”.

Ainda de acordo com o autarca, a 31 de dezembro de 2018, o município da Guarda continuava a não ter pagamentos em atraso e, na mesma data, o prazo médio de pagamentos era de 16 dias.

“Os Fundos Disponíveis continuam a apresentar valores positivos, passando do final de 2017 de um valor de 3.916.186 euros para 6.411.778 euros em 2018”, explicou.

O autarca social-democrata lembrou que, em 2013, quando chegou à Câmara Municipal da Guarda, a autarquia estava “como o país em 2011: em pré-falência”, com um passivo e uma dívida de 91 milhões de euros.

Álvaro Amaro orgulha-se de a maioria do PSD ter conseguido “inverter a trajetória”, procedendo ao saneamento das contas e à negociação com os credores.

O presidente da autarquia, que vai suspender as funções por concorrer nas listas do PSD às eleições europeias de maio, diz que deixa o município com as finanças “sãs”.

Os dois vereadores do PS, Eduardo Brito e Pedro Fonseca, votaram contra o relatório, por não se reverem “numa grande parte das opções que são feitas”.

Eduardo Brito disse que o relatório, do ponto de vista técnico, “é um documento bem feito, bem elaborado”, mas, da sua análise, sobressai “a falta de resultados” para os investimentos realizados.

Os socialistas defendem políticas que tornem a Guarda “mais atrativa do ponto de vista do investimento”.

No final da reunião, o presidente da Câmara disse aos jornalistas que o seu mandato autárquico será suspenso esta semana, possivelmente na quarta-feira, logo que o PSD entregue no Tribunal a lista de candidatos às eleições europeias.

O social-democrata tencionava abandonar o cargo após a reunião da Assembleia Municipal, que está agendada para o dia 15, mas, de acordo com a lei, logo que a candidatura dê entrada no Tribunal, está “legalmente impedido” de desempenhar o cargo.

Álvaro Amaro será colocado pela lei no regime de suspensão de mandato e a Câmara da Guarda passará a ser presidida pelo vice-presidente, Carlos Chaves Monteiro.

Para o vereador do PS Eduardo Brito, com a suspensão do mandato autárquico de Álvaro Amaro, começará “um ciclo político novo” na Guarda.




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