Regularização Fluvial no Município de Seia alargada até julho

O financiamento, no valor global de 430 mil euros, visa apoiar obras em áreas afetadas pelos incêndios, nos rios Alva, Mondego, Seia e ribeira de Alvoco.

A Câmara Municipal de Seia assinou no passado dia 20 de dezembro, com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), uma adenda ao protocolo de colaboração ao Fundo Ambiental para Financiamento das Intervenções Urgentes e Inadiáveis de Regularização Fluvial, que estabelece um novo prazo (até julho de 2019) para a conclusão dos trabalhos de recuperação fluvial nas zonas afetadas pelo incêndio de outubro de 2017.

A adenda ao protocolo resulta da impossibilidade do Município, à semelhança de outros 48 protocolos estabelecidos a nível nacional, de concluir os trabalhos até ao final do ano que findou, justificado por atrasos no procedimento de contratação, condições atmosféricas adversas, que originaram a impossibilidade de executar as intervenções previstas numa época de caudal elevado.

Segundo refere uma nota da autarquia, o protocolo de colaboração estabelece financiamento no valor global de 430 mil euros para a execução de obras de engenharia natural em áreas afetadas pelos incêndios, com incidência nos rios Alva, Mondego, Seia e ribeira de Alvoco, por forma a garantir o escoamento dinâmico nas linhas de água, minimizar a erosão e o arrastamento dos solos e, por sua vez, o efeito das cheias e inundações, assegurando as condições necessárias para o uso geral das linhas de água.

No rio Alva e ribeira de Alvoco serão efetuados trabalhos que consistem na realização da limpeza marginal, consolidação e reperfilamento do leito e taludes marginais, construção de travessões para correção torrencial e reparação de açudes existentes.

Já no rio Seia, estão previstas ações de corte e remoção de material vegetal arbóreo e arbustivo ardido, a remoção de sedimentos e outros materiais nos leitos, a consolidação e recuperação de taludes (de forma a minimizar a erosão e o arrastamento dos solos), a reposição / reabilitação da galeria ripícola (plantação e/ou sementeira de espécies autóctones) e a reabilitação de açudes existentes, com objetivos de correção torrencial. No rio Mondego serão executadas ações de limpeza marginal.




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