PSD questiona Governo sobre alegadas irregularidades com empresa de segurança na ULS/Guarda

O deputado do PSD perguntou se o Ministério da Saúde já questionou a administração da ULS da Guarda sobre a questão e “qual foi a resposta que obteve”.

O deputado social-democrata Carlos Peixoto anunciou ontem que questionou o Governo sobre as alegadas irregularidades com a empresa de segurança que presta serviço na Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda.

Numa pergunta dirigida ao Ministério da Saúde, o deputado eleito pelo círculo eleitoral da Guarda pergunta se este “tinha conhecimento das irregularidades e ilegalidades que são denunciadas” pela comunicação social de que aquela entidade “entregou a segurança do espaço a uma empresa que emprega vigilantes ilegalmente”.

O deputado do PSD pergunta ainda se o Ministério da Saúde já questionou a administração da ULS da Guarda sobre a questão e “qual foi a resposta que obteve”.

Carlos Peixoto pretende também saber se o mesmo ministério “está ou não disponível para averiguar que critério ou critérios presidiram à contratação dessa empresa de segurança por parte da ULS Guarda, em detrimento de outra”.

E, “na hipótese de se confirmarem as apontadas irregularidades”, pergunta se “equaciona ou não a hipótese de determinar que seja resolvido o contrato com essa empresa e de dar instruções à ULS da Guarda para contratar outra empresa que assegure elevados níveis de segurança e de cumprimento escrupuloso das regras legais”.

O deputado explica que no domingo foi noticiado que os seguranças que prestam serviço naquela unidade de saúde “fazem horas a mais, recebem a menos e têm na escala colegas que são meros fantasmas para iludir os inspetores do trabalho.”

“Este anúncio, a ser verdadeiro, é inconcebivelmente violador dos direitos dos trabalhadores dessa empresa e é preocupante para a ULS da Guarda, que não pode garantir a fiabilidade e a efetividade da segurança das instalações hospitalares que administra”, admite.

Carlos Peixoto considera ainda que, “num caso ou noutro, é urgente que a tutela procure inteirar-se do que se passa e, caso os factos denunciados se confirmem, tome medidas imediatas para os evitar”.

Para o deputado, que é também líder da distrital do PSD/Guarda, o Governo, liderado pelo socialista António Costa, “não pode pactuar com fraudes e deve dar instruções claras à administração da ULS Guarda para que proceda no sentido de garantir a segurança dos utentes e de todos os profissionais de saúde e administrativos que trabalham nos hospitais da Guarda, de Seia e nos diversos centros de saúde da rede de cuidados primários do distrito”.




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