PSD e JSD contra transformação da Pousada da Juventude da Guarda em residência estudantil

“A decisão de fechar a Pousada da Juventude é tomada à revelia da Guarda e dos órgãos políticos eleitos”, lê-se na nota do PSD e da JSD.

As Comissões Políticas Concelhias do PSD e da JSD da Guarda discordam da decisão do Governo de transformar a Pousada da Juventude daquela cidade, encerrada desde 2012, em residência para estudantes, foi hoje anunciado.

Segundo Tiago Gonçalves, presidente da concelhia do PSD da Guarda, e Tiago Saraiva Gomes, líder da JSD, com este ato, o Governo “acaba com todas as esperanças de poder reabrir uma importante valência dedicada à mobilidade juvenil e capaz de atrair público jovem para visitar a Guarda”, num momento em que o município “está a fazer uma aposta séria em infraestruturas que melhoram a atratividade do ponto de vista turístico”.

Em comunicado, as estruturas partidárias apontam que estão em desenvolvimento projetos como os Passadiços do Mondego, o Centro Náutico da Barragem do Caldeirão, os percursos pedestres e cicláveis do Noéme e a candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura.

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, em recentes declarações à Rádio Altitude, afirmou que a Pousada da Juventude da Guarda deverá ser transformada em residência de estudantes, mas com alguns quartos para turismo juvenil, após obras de requalificação através da Fundiestamo – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, SA.

“A decisão de fechar a Pousada da Juventude é tomada à revelia da Guarda e dos órgãos políticos eleitos”, lê-se na nota do PSD e da JSD.

Segundo o documento, “a Guarda não tem que ser confrontada com a escolha entre uma Pousada da Juventude e uma residência de estudantes, sobretudo quando existem muitos outros edifícios públicos que podem ser transformados em residência de estudantes sem anular a Pousada da Juventude”.

As duas estruturas políticas concelhias lamentam “que as medidas de coesão territorial apresentadas pelo Governo choquem com a realidade na medida em que aquilo a que se assiste é a mais um encerramento de um serviço público que poderá ser muito importante na estratégia de futuro do concelho de modo a atrair este segmento de população jovem para fins turísticos, culturais e de lazer”.

Tiago Gonçalves e Tiago Saraiva Gomes esclarecem ainda que a posição expressa pelo PSD “não significa nenhuma crítica ao Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e ao facto de esta instituição defender a posição agora adotada pelo Governo”.

“Encaramos com naturalidade que existindo esta hipótese oferecida pelo Governo para resolver um problema que se faz sentir no presente momento o Instituto [Politécnico] a agarre, do mesmo modo que sabemos que a agarraria se lhe fossem apresentadas outras hipóteses reais e imediatas de resolução do problema”, justificam.

Os dois dirigentes congratulam também a Câmara Municipal da Guarda, presidida por Álvaro Amaro (PSD), por “se continuar a dispor a resolver os problemas sentidos com o alojamento estudantil e ter já dado passos importantes nesse sentido através da participação num fundo financeiro com o objetivo de arrendar habitações e quartos para poder ceder para uso dos estudantes que frequentem” o IPG.




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