Protecção Civil de Castelo Branco alerta para necessidade de articular informação

Presidente da Comissão Distrital de Protecção Civil de Castelo Branco espera que haja bom senso e o reatar do diálogo entre bombeiros e ministério para “evitar qualquer problema de maior ao nível do socorro”.

A Comissão Distrital de Protecção Civil de Castelo Branco alertou as corporações de bombeiros e respectivas associações humanitárias, e os presidentes de câmara, para a necessidade de articular a informação entre bombeiros e Protecção Civil, foi nesta segunda-feira anunciado.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Comissão Distrital de Protecção Civil de Castelo Branco, João Lobo, explicou que foi aprovado, por unanimidade, um comunicado para ser transmitido aos 12 comandantes dos corpos de bombeiros, 12 presidentes das associações humanitárias e aos 11 presidentes de câmara, a alertar para a necessidade de articular a informação com o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco.

Este responsável espera que haja bom senso e o reatar do diálogo entre a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) e o Ministério da Administração Interna.

“Os bombeiros reivindicam de facto com legitimidade, mas há relativamente aquilo que é a própria lei em vigor e a estrutura orgânica da Autoridade Nacional de Protecção Civil, a necessidade de articular a informação e os bombeiros comunicarem aquilo que são as operações. Foi isso que ficou deliberado”, frisou.

João Lobo recorda que esta decisão da Comissão Distrital de Protecção Civil surgiu na sequência da decisão tomada pelas 12 corporações de bombeiros distritais de não comunicarem qualquer informação à Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

“Como foi deliberado pelas 12 corporações dos bombeiros, também por unanimidade, que não comunicavam aquilo que era a actividade dentro do perímetro do concelho, em relação à protecção e socorro em qualquer sinistro, ao não ser realizada, põe em causa, eventualmente, a necessidade de uma articulação mais ampla e até da própria alocação de meios para cada eventualidade”, concluiu.

O Conselho Nacional da LBP decidiu suspender toda a informação operacional aos Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS) desde as 00h de dia 9 de Dezembro.

Nesse dia, o presidente da LBP, Jaime Marta Soares, e a ANPC garantiram que a suspensão de informações operacionais por parte dos bombeiros à ANPC não compromete o socorro à população.

Também no dia 9, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, considerou que a suspensão de informações operacionais por parte dos bombeiros à ANPC é ilegal e coloca em causa a segurança das pessoas ao afectar a coordenação de meios de resposta.

A LBP reivindica uma direcção de bombeiros autónoma independente e com orçamento próprio, que diminua os custos e aumente a eficácia, um comando autónomo e o cartão social do bombeiro.




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