Presidente da República felicita ensaísta Eduardo Lourenço pelos seus 96 anos

Marcelo Rebelo de Sousa felicitou ontem o ensaísta e conselheiro de Estado Eduardo Lourenço pelos seus 96 anos.

Numa mensagem publicada esta noite na página na internet da presidência, pode ler-se que Marcelo felicitou Eduardo Lourenço “pessoalmente” e que, “durante a conversa com o conselheiro de Estado por ele nomeado, o chefe de Estado desejou também saúde e as maiores felicidades”.

Também ontem, o primeiro-ministro António Costa prestou tributo à “sabedoria ilimitada” do ensaísta Eduardo Lourenço, homenageado por ocasião do seu 96.º aniversário, e defendeu que esta data “merece ser celebrada como um dia de festa da cultura portuguesa.

António Costa falava numa cerimónia de homenagem a Eduardo Lourenço, no Palácio Foz, em Lisboa, durante a qual lhe entregou em mãos a primeira edição de um prémio com o seu nome lançado pela Livraria Lello, uma escultura da autoria do arquiteto Álvaro Siza.

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, também se juntaram a esta cerimónia, em que, no final, se cantou os parabéns a Eduardo Lourenço.

Sobre Eduardo Lourenço

Patrono da Biblioteca Municipal da Guarda, Eduardo Lourenço nasceu em São Pedro de Rio Seco (Almeida) a 23 de maio de 1923. Frequentou o Liceu da Guarda e cursou Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Após o curso, lecionou nessa faculdade como professor assistente, até 1953, iniciando a sua colaboração em revistas como a Vértice, onde se estreou com um poema e onde foi publicando ensaios.

A partir de 1953 exilou-se voluntariamente, por estar desapontado com a vida académica portuguesa, não chegando a apresentar a tese de doutoramento, então em projeto, sobre o tema “Tempo e Verdade”. Lecionou, então, em universidades estrangeiras nas cidades de Hamburgo, Heidelberg, Montpellier, São Salvador da Baía, Grenoble e Nice.

A abordagem crítica da realidade, inicialmente inspirada pelo neorrealismo, aproximou-se depois do existencialismo e tornou a sua produção ensaística num fenómeno singular na cultura portuguesa.

A sua obra tem sido também permeada pela literatura, levando-o a escrever sobre escritores portugueses, como Miguel Torga, Vergílio Ferreira, Agustina Bessa-Luís, Jorge de Sena e José Saramago, entre outros, voltando a temas políticos quando a realidade o motiva a tal.

Eduardo Lourenço é tido como um dos mais prestigiados intelectuais europeus.

 

 


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