Plataforma de Ciência Aberta de Figueira de Castelo Rodrigo é caso de estudo

A Plataforma de Ciência Aberta (PCA), instalada em Barca D’Alva, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, vai funcionar como caso de estudo para implementação de uma rede europeia de ciência, foi hoje anunciado.

Segundo a Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, a Plataforma de Ciência Aberta (PCA) irá funcionar como um caso de estudo para a implementação da rede europeia “Open Science Hub” (OSHub).

“Como parte do projeto H2020, a rede OSHub irá expandir, até 2022, para os vários países que integram o consórcio – Holanda, Irlanda, Itália, Suíça, Áustria, França, República Checa, Portugal e Grécia”, refere a fonte em comunicado.

A rede OSHub é um projeto financiado pelo programa quadro da União Europeia H2020, num consórcio de nove países europeus, coordenado pela Universidade de Leiden (com um orçamento geral de 1,5 milhões de euros), que tem como missão envolver as escolas e os ‘stakeholders’ locais no desenvolvimento e inovação de comunidades localizadas perto de fronteiras sociais e/ou geográficas, ao mesmo tempo que fortalece o vínculo entre a ciência e a sociedade, apoiando as comunidades locais para abordar desafios de relevância local.

A nota explica ainda que “cada OSHub criará o seu próprio modelo de negócios e trabalhará em estreita colaboração com os governos locais para garantir o apoio local durante o período de execução do projeto, bem como a sustentabilidade pós-financiamento europeu”.

O primeiro OSHub foi criado em Portugal em 2017 – a PCA de Figueira de Castelo Rodrigo -, numa região de baixa densidade populacional.

A PCA é um projeto do município de Figueira de Castelo Rodrigo, situado junto da fronteira com Espanha, em colaboração com a Universidade de Leiden (Holanda).

Segundo a autarquia, após dois anos de existência, a PCA serviu “cerca de 4.500 participantes, através de exposições, oficinas de ciências para estudantes, atividades para o público em geral (oficinas, palestras e cafés de ciências), programas nacionais de intercâmbio escolar, conferências para especialistas, projetos de ciência para os cidadãos, iniciativas de escola aberta, projetos de inovação social e residências de projetos com investigadores e inovadores”.

“Estas atividades estão a ser desenvolvidas no âmbito de desafios locais relevantes (atualmente, o foco é nas mudanças climáticas) e são o resultado de várias colaborações com universidades/grupos de investigação, empresas e organizações da sociedade civil, com cerca de 20 colaborações já estabelecidas”, lê-se.



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