Plataforma da A23 e A25 critica posições do PSD e do PS sobre portagens

A recente declaração de intenção do Governo de reduzir este custo de contexto para as empresas a partir de janeiro de 2019 é, para o grupo, importante, mas insuficiente.

A Plataforma pela Reposição das Portagens na A23 e A25 criticou ontem a postura do PSD e do PS sobre as portagens, afirmando que, se todos estão contra, deveria haver um entendimento sobre as medidas discriminatórias.

“Se o PSD diz que está contra as portagens, então não se percebe a razão para o seu voto contra e, se o PS diz que está contra, não se percebe que só os seus deputados eleitos pelo distrito [Castelo Branco] tenham votado a favor”, refere a Plataforma, em comunicado.

No seu entender, a posição política assumida nas mais recentes discussões parlamentares sobre a temática das portagens “é, no mínimo, digna de estupefação” por parte de quem vem reclamando há muito tempo a abolição deste custo acrescido nas regiões mais desfavorecidas.

“Apreciando bem os contextos, os desenvolvimentos e os comentários, não é difícil de concluir que até existe um cenário de reconhecimento de que este custo de contexto prejudica os territórios”, sustenta a Plataforma.

A recente declaração de intenção do Governo de reduzir este custo de contexto para as empresas a partir de janeiro de 2019 é, para o grupo, importante, mas insuficiente.

“Esta é uma medida que alivia as empresas, mas não vai atrair empresas novas. Para a fixação de pessoas, promoção da mobilidade e alavancagem do turismo, esta medida de alívio deste custo de contexto tem de chegar aos residentes, sem discriminação”, sublinha.

A Plataforma realça haver um significativo fluxo de pessoas em torno das ex-Scut (estradas que antes não tinham custos para o utilizador) que diariamente se deslocam para trabalhar e que não têm capacidade, em face de salários modestos, de suportar esse custo diário, o que acaba por fomentar a circulação em estradas secundárias, aumentando a sinistralidade.

“Por estas razões, a Plataforma continuará a revindicar a justiça nesta matéria, com ações concertadas e abrangentes”, conclui.

A Plataforma de Entendimento para a Reposição das Scut na A23 e A25 integra sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, nomeadamente a Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.



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