Pinhel constrói Falcoaria para aumentar atratividade turística do concelho

A autarquia também pretende recuperar caminhos pedestres – denominados localmente por “carreiros” -, ao longo do rio Côa, e construir mais três miradouros.

A Câmara Municipal de Pinhel vai construir este ano uma Falcoaria e proceder à valorização do património ambiental e natural das encostas do rio Côa, com o objetivo de aumentar a atratividade turística, foi hoje anunciado.

Segundo o presidente da autarquia, Rui Ventura, as intervenções vão ser realizadas no âmbito do projeto “Ver e Sentir o Falcão”, que prevê a construção de uma Falcoaria (junto do castelo da cidade) e do Miradouro da Faia (próximo da localidade de Azêvo), num investimento de cerca de 270 mil euros.

A autarquia também pretende recuperar caminhos pedestres – denominados localmente por “carreiros” -, ao longo do rio Côa, e construir mais três miradouros, que vão fazer a ligação da cidade de Pinhel com a aldeia de Cidadelhe e com a Falcoaria, indicou.

O projeto está em fase de lançamento de concurso e Rui Ventura gostaria de inaugurar a obra da Falcoaria em agosto, por ocasião de mais um aniversário da cidade, que este ano completa 250 anos de existência.

De acordo com o responsável, a futura Falcoaria de Pinhel possibilitará que os visitantes possam estar com os falcões, assistir a espetáculos e perceber como é que as aves são tratadas.

“Há uma zona onde [os] jovens podem ficar a pernoitar e aprender a tomar conta dos animais”, indicou Rui Ventura.

Está ainda prevista a possibilidade de os visitantes assistirem ao voo do falcão na cidade de Pinhel e de percorrerem o “caminho todo até Cidadelhe” e verem ali os animais.

Pinhel é uma cidade do distrito da Guarda, com cerca de 3.500 habitantes, também conhecida por “Cidade Falcão”.

Este ano, a Câmara Municipal de Pinhel vai comemorar os 250 anos da elevação a cidade (1770-2020) com um extenso programa a realizar ao longo de todo o ano.

Segundo o município, a cidade possui “uma história que pode ser vivida no seu imponente castelo, nas dezenas de brasões espalhados pela cidade, no Pelourinho, no grandioso património religioso, nas fontes, nas janelas, em cada traço arquitetónico dos seus edifícios”.

“Do traçado medieval da zona histórica aos solares setecentistas e oitocentistas, por entre igrejas, capelas e outros que simbolizam a importância e o poder judicial que a ‘Cidade Falcão’, como é conhecida, deteve outrora, ao magnânimo património edificado, no qual saltam à vista as impetuosas torres do castelo – sinal máximo da importância tida pela cidade na ‘defesa nacional’ – Pinhel, fruto da sua arquitetura e características de construção de edifícios, é hoje denominada de ‘cidade com mais solares por metro quadrado'”, lê-se na sua página oficial da internet.




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