PCP da Guarda pede requalificação imediata do Pavilhão 5 do Hospital Sousa Martins

Com a execução das obras seria também aliviado o Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica da “permanência excessiva de utentes”.

A Direção da Organização Regional da Guarda (DORG) do PCP defendeu hoje a “requalificação imediata” do Pavilhão 5 do hospital local, para acolher o departamento de saúde materno infantil, as urgências pediátricas e obstétricas.

Em comunicado sobre a temática da Saúde no distrito da Guarda, o PCP exige a requalificação do Pavilhão 5 do Hospital Sousa Martins – onde funcionaram as urgências até à abertura do novo bloco, em 2014 – e da “implantação da segunda fase de construção” do mesmo hospital.

Com a realização da segunda fase das obras, o PCP considera que seriam dignificadas as instalações do serviço de Medicina Interna, “permitindo também a implantação de uma unidade pública de convalescença integrada na Rede Nacional e Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) e a agilização da articulação entre as diversas áreas de internamento”.

Com a execução das obras seria também aliviado o Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica da “permanência excessiva de utentes”.

A DORG do PCP sugere ainda a “articulação entre todas as instituições públicas de ensino e de saúde” da região, “sem haver a necessidade de criação de qualquer Centro Hospitalar da Beira Interior”.

“A Guarda e a Beira Interior necessitam de medidas diferenciadoras tendo em conta o despovoamento e a desertificação do mundo rural, passando desde logo por um novo modelo de financiamento não associado à matriz exclusiva populacional, mas agregar o grau de dependência e dispersão populacional no território”, considera a estrutura distrital comunista.

Na mesma nota, o PCP/Guarda defende a “reformulação de todas as redes de referenciação hospitalar que permitam o reforço da capacidade instalada ao nível das diversas especialidades médicas, nomeadamente oftalmologia, pneumologia, cardiologia, ortopedia, cirúrgica, entre outras, na Unidade Local de Saúde da Guarda”.

“Não aceitamos a alienação de serviços fundamentais para o funcionamento do Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica, como seja a cardiologia médica e a ortopedia e o reforço das dotações seguras de enfermeiros, dos quais especialistas de enfermagem médico cirúrgica na dotação de 50% na equipa de enfermagem”, sustenta.

O partido propõe ainda “a rentabilização de todas as instalações públicas de saúde, quer nos CSP – Cuidados de Saúde Primários, quer nos hospitalares, nomeadamente do Hospital Nossa Senhora da Assunção – Seia”.




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