Parceria com Museu do Chiado abre comemorações do 10.º aniversário do Museu do Côa

“O Desenho, força que nasce do silêncio” apresenta, nas amplas salas do Museu do Côa, uma série de trabalhos recentes sobre papel da autoria de António Faria.

O Museu do Côa (MC) abre ao público, hoje, dia 6, uma exposição do artista António Faria, “O Desenho, força que nasce do silêncio”, no âmbito de uma parceria com o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado (MNAC).

Em declarações, o presidente da Fundação Côa Parque (FCP), Bruno Navarro, disse que esta exposição está inserida nas comemorações do 10.º aniversário do MC, que se vão prologar até ao final do ano, com um conjunto de iniciativas de âmbito cultural.

“Como é o ano em que se assinala o 10.º aniversário do museu, que abriu ao público em julho de 2010, vamos apresentar um conjunto de iniciativas culturais, adaptadas a estes tempos de pandemia”, afirmou o responsável pela FCP.

A exposição é comissariada pela diretora do MNAC, Emília Ferreira, e mostra peças “muito grandes que permitem dar colorido as estas sala emblemática do MC”, descreveu Bruno Navarro.

“O Desenho, força que nasce do silêncio” apresenta, nas amplas salas do Museu do Côa, uma série de trabalhos recentes sobre papel da autoria de António Faria.

“Num cenário de práticas e programações vinculadas à contemporaneidade artística, a iniciativa e recetividade do museu do Côa às envolventes obras de António Faria possibilitam, numa época singular e exigente, uma experiência exploratória de possíveis modelos de encontro e proximidade, nos caminhos da arte, da ciência e da tecnologia”, descreve a curadora da exposição.

Nascido em Lisboa, em 1966, António Faria licenciou-se em Comunicação Visual pelo IADE – Instituto Superior de Design, frequentou o Curso de Joalharia e completou o curso avançado de Pintura no AR.CO, Lisboa, tendo o desenho como um dos vetores privilegiados da sua expressão.

O Museu do Côa acolhe, igualmente no sábado, uma outra exposição da autoria de Sobral Centeno, “O Douro à tua frente”, através de outra parceria, esta com a Fundação Museu do Douro, sediado na cidade da Régua, no distrito de Vila Real.

A “causa” desta exposição, “O Douro à tua frente”, visa, necessariamente ser um hino, uma homenagem às gentes durienses, aos seus lugares de memória, aos tempos da infância do próprio artista.

Sobral Centeno nasceu no Porto, em 1948, estudou na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, fez o curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes do Porto, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. A pintura domina a sua expressão.

Bruno Navarro disse à Lusa que as duas iniciativas estarão patentes nas salas de exposição temporária e inserem-se na estratégia da Fundação de estreitar a sua cooperação com instituições culturais congéneres do país.

“Neste caso, em particular, o objetivo passa por trazer às salas de exposição temporária alguma da melhor arte contemporânea portuguesa”, salientou o responsável pela FCP.

Até ao final do ano o MC vai receber, igualmente, uma exposição do escultor português João Cutileiro, numa pareceria com a Direção Regional de Cultura do Alentejo (DRCA).

Pelo meio estão previstas diversas manifestações artísticas “surpresa” das quais os visitantes só darão conta quando entrarem nas salas do museu.

“Tínhamos programado um conjunto de grandes espetáculos para assinalar o 10.º aniversário do Museu do Côa, contudo, a pandemia provocada pela covid-19, obrigou a repensar e a adaptar todas iniciativas”, concluiu Bruno Navarro.




Conteúdo Recomendado