O Douro, aqui tão perto

A região do Douro, local de nascimento do vinho do Porto, é uma das mais antigas e mais belas regiões vinícolas europeias. Há dois mil anos que ali se produz vinho.

No meio das povoações ou escondidos na natureza, encontram-se testemunhos de várias épocas que contam histórias de trabalho, de fervor religioso, do património e do legado do Homem. Desde o Paleolítico até à atualidade, permanecem vestígios que permitem percorrer muitas facetas da história da humanidade.

A região do Douro, local de nascimento do vinho do Porto, é uma das mais antigas e mais belas regiões vinícolas europeias. Há dois mil anos que ali se produz vinho.

O Douro é uma terra de tradições, com uma cultura ligada à sua história, à religião, à agricultura e à autenticidade do seu povo.

Não faltam locais dignos de serem visitados numa região que engloba dois patrimónios mundiais – o Alto Douro Vinhateiro. A sua beleza nasce em iguais frações da generosidade sobrenatural e do sacrifício humano, decorrente do árduo labor e contínuo de um panorama natural, belo naturalmente, mas que se tornou ímpar no Universo pela mão do Homem.

As encostas que ladeiam o rio foram trabalhadas ao longo dos anos, partindo o xisto, erguendo-se muros, e cultivando a vinha em socalcos. O resultado é extraordinário, uma paisagem singular no mundo.

E o Parque Arqueológico do Vale do Côa. As formações rochosas limitam o leito e iluminam os painéis recobertos de milhares de gravuras legadas pelos nossos antepassados.

Os painéis ao ar livre remontam ao Paleolítico Superior e são testemunhos de um rigor de conceção e traços que trouxeram até nós 25 mil anos de tempo. Esta galeria de arte dá-nos registo do período Neolítico e da Idade do Ferro.

E ainda um Parque Natural – o Douro Internacional (PNDI). O troço fronteiriço do rio Douro corresponde ao vale profundo, encaixado e de margens escarpadas que separa Portugal de Espanha.

No PNDI, com cerca de 87 mil ha, que abrange extensa superfície adjacente ao rio, a vegetação é dominada pela Azinheira destacando-se a presença de bosques de Zimbro, sobreirais e manchas de Carvalho-negral. É uma área fundamental para a conservação da avifauna rupícola, nomeadamente o Abutre do Egipto e a Águia de Bonelli.

A paisagem com áreas de montanha e de planalto, vales e praias fluviais de rara beleza, a monumentalidade das suas igrejas e castelos, as ancestrais caves e quintas que produzem o afamado vinho do Porto e as manifestações únicas de arte rupestre são aspetos aos quais ninguém fica indiferente.Em Vila Nova de Foz Côa, a Quinta de Ervamoira, adquirida em 1974 por José António Rosas, então administrador da Casa Ramos Pinto, tornou-se numa quinta modelo na região do Douro. Hoje, é paragem essencial no mapa enoturístico.

 

 

 




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