Na cidade mais alta de Portugal, Marcelo falou de sopa da pedra e de confiança

Após ter discursado na Câmara Municipal da Guarda, Marcelo Rebelo de Sousa iniciou, de passo acelerado, o percurso de 300 metros até à “Cidade Natal” do concelho.

Marcelo Rebelo de Sousa disse ontem, na Guarda, a cidade mais alta do país, que os portugueses têm demonstrado conseguir fazer sopa “praticamente sem ingredientes”, deixando uma mensagem de confiança, que, mais do que otimista, é “determinada”.
“Há um talento em Portugal para fazer sopa de pedra, que é fazer sopa praticamente sem ingredientes”, disse o Presidente da República, considerando que esse mesmo talento “tem sido levado à máxima expressão ao longo dos anos”.
O resultado, sublinha, é “uma sopa saborosíssima que se traduz, não apenas na criação de riqueza, mas também na preocupação com os outros”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, que falava na sessão de encerramento das “Conferências da Guarda”.
Num discurso marcado pelo otimismo e confiança no país, após um dia dedicado a visitar a Beira interior, o chefe de Estado referiu ser “muito gratificante ver, deste ponto elevado, aquilo que está a mudar, aquilo que pode mudar em Portugal”.
A sua posição, esclareceu, “mais do que otimista é determinada”.
“Nós vamos ser capazes de construir um Portugal melhor. Vamos ser capazes. Estamos a ser capazes”, vincou, referindo que aquilo que vê nas viagens que faz pelo país “é que as pessoas não desmobilizam” e “não desanimam”.
Marcelo Rebelo de Sousa, que falava depois de o autarca da Guarda, Álvaro Amaro, ter defendido um país mais descentralizado, frisou que um debate “regional é um debate nacional”, afirmando que “Portugal só é Portugal, se for Portugal inteiro”.
Num dia “longo” – porque com o Presidente da República os dias “duram mais tempo” – Marcelo conseguiu aprender “imenssíssimo” com aquilo que é “a capacidade de afirmação das gentes das beiras”.
“Como é que foi e é possível haver tanta gente e instituições a continuarem a criar como se não houvesse crise e a fazer como se não houvesse limitações e a inovar como se não houvesse restrições, e a sonhar como se não houvesse obstáculos? Isso aconteceu e está a acontecer”, notou, referindo que a expressão “revolução silenciosa”, que usava para as ‘startups’, repara agora que se “tem vindo a alargar”, na sua aplicação, a “escolas, instituições de solidariedade social, estruturas comunitárias” ou autarquias locais.
Após ter discursado na Câmara Municipal da Guarda, Marcelo Rebelo de Sousa iniciou, de passo acelerado, o percurso de 300 metros até à “Cidade Natal” do concelho.
No entanto, depressa começou a ser interpelado por pessoas que queriam tirar ‘selfies’ com o Presidente da República ou apenas dar “um beijinho”.
Marcelo não conseguiu recusar o convite da “Dona Mila” para ir à casa de pasto “A Tasquinha”, aberta desde 1957, onde foi recebido com ovos verdes e um cálice de vinho do Porto.
O percurso foi novamente retomado, mas os beijos, abraços e pedidos de fotografia das pessoas que constantemente rodeavam o chefe de Estado levaram a que Marcelo demorasse quase uma hora a percorrer 300 metros, até chegar à “Cidade Natal”, terminando o dia a visitar a Sé da Guarda, de onde saiu já perto das 21:00.



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