Museu do Côa apostado em novos projetos e na integração na rede de Ciência Viva

O Museu do Côa (MC) passa a fazer parte da rede de Centros de Ciência Viva, onde a arqueologia e o ambiente serão mais-valias para atrair a comunidade escolar ao território.

“Tratando-se da inclusão do Vale do Côa na rede de Centros de Ciência Viva, vamos ter de fazer algumas adaptações ao programa museológico do MC, no sentido de criar um conjunto de atividades mais interativas, para proporcionar verdadeiras experiências à comunidade escolar com intuito pedagógico”, indicou Bruno Navarro.

Com esta iniciativa, o responsável e a sua equipa mostram-se mais comprometidos em alavancar a Fundação Côa Parque, o Museu e o Parque Arqueológico do Vale do Côa, não só em território nacional, mas igualmente, a nível internacional, com projetos comuns a Portugal e Espanha.

“O facto de o Museu e de o Parque Arqueológico estarem numa zona raiana não quer dizer que, por estarmos afastados dos grandes centros urbanos peninsulares, não possamos chegar a um público mais diversificado. Estamos já a trabalhar projetos comuns com os vizinhos espanhóis, que envolvem o território dos dois países, para promover a investigação arqueológica”, explicou o responsável.

Estas novidades foram avançadas no decurso do “Côa Symposium” que decorre até quinta-feira, no Museu do Côa, e que junta vários especialistas mundiais em arte rupestre, e que serve para assinalar o 20.º aniversário do Vale do Côa, como património da Humanidade.

Outros dos objetivos da Fundação Côa Parque é criar “uma grande exposição conjunta” entre Portugal e Espanha, com o propósito de circular pelos maiores da península ibérica.

“Logo que esta exposição itinerante dedicada à arte rupestre peninsular, com incidência no Vale do Côa e no sítio de Siega Verde (Espanha), ambos Património da Humanidade, [seja montada], contamos que este trabalho científico passe pelo Museu Arqueológico de Madrid e no Museu de Arqueologia de Lisboa, entre outros espaços culturais “, especificou Bruno Navarro.

Ainda no campo dos projetos conjuntos para 2019, está previsto implementar, através da Fundação e da Junta de Castela e Leão, em Espanha, um Serviço de Informação Geográfica (SIG), para mapear toda a área do Sitio Arqueológico de Siega Verde e Parque Arqueológico do Vale do Côa que será atualizados através de um conjunto de sensores que estarão espalhados por todo este território fronteiriço.

“Estes sensores vão permitir acautelar todo o tipo de risco que vão desde atos de vandalismo, acidentes naturais como os incêndios e cheias, ou da pressão turística que poderá ser criada neste espaço”, enfatizou.

Outras das ideias lançadas durante o “Côa Symposium” foi a criação de “uma grande rota da arte pré-histórica portuguesa”, à semelhança do que acontece em países como Espanha ou França.




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