Museu do Côa acolhe a exposição “O Resto e o Gesto: Desenhos para o século XXI”

O Museu do Côa (MC), em Vila Nova de Foz Côa, abre portas, no sábado, a uma exposição plástica que procura “o entrosamento” da Arte Rupestre do Côa, com cerca de 25 mil anos, através de três abordagens plásticas.

“O Resto e o Gesto: Desenhos para o século XXI” é uma exposição que é já considerada pelos seuss promotores a -Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) e MC- um projeto de criação artística contemporânea. “Assim, os artistas Alexandre Farto, Catarina Patrício e Paulo Lisboa, propõem-se “refigurar” esta arte única do Paleolítico superior situada entre os 25 mil anos e os 10 mil anos antes de Cristo, e a sua paisagem,” por meio de outros riscadores e superfície de inscrição, mas sempre inscrevendo, desenhando e designando”, avança em comunicado a DRCN. Na descrição do trabalho apresentado é descrito que a técnica é a primeira etapa onde começa o humano. Em certos momentos, técnica e natureza cruzam-se – e as zonas de fronteira são sempre faixas de miscigenação, e não de oposição. “As primeiras pedras talhadas, os primeiros utensílios produzidos, as primeiras paredes gravadas, poderão não ser absolutamente inteligíveis, mas logram ser lidos na sua tecnicidade e imensa plasticidade originária. São testemunhos pétreos que cristalizaram para a eternidade narrativas, movimentos, anatomias”, disse o comunicado. Aquando da inauguração da exposição pública dos trabalhos deste trio de artista contemporâneos será igualmente apresentada uma conferência com Bragança de Miranda, Maria Augusta Babo e Maria Teresa Cruz, investigadores do Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens, tratando-se assim, um “entrecruzamento de saberes, uma discussão aberta entre a prática artística e a produção científica”. A exposição estará patente no MC até 25 de janeiro de 2015.




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