Município de Seia exige resolução para o “estado calamitoso” da saúde no concelho

Em causa está a falta de médicos no Centro de Saúde de Seia e a elevada degradação das instalações.

O Presidente da Câmara Municipal de Seia, Filipe Camelo, solicitou uma audiência ao Primeiro-Ministro António Costa, tendo em vista a resolução do estado calamitoso em que se encontra a saúde em Seia, foi ontem anunciado.

Segundo uma nota enviada à imprensa, em causa está a falta de médicos no Centro de Saúde de Seia, a elevada degradação daquelas instalações e o contínuo esvaziamento de serviços e valências do Hospital de Seia. Filipe Camelo quer que, os novos deputados, tratem o assunto em comissão parlamentar com a Ministra da Saúde, Marta Temido.

Segundo o documento enviado às redações, o autarca disse esperar que os recém-eleitos deputados ajudem a resolver o problema, lembrando que, as anteriores reuniões mantidas pelo município com a atual ministra da tutela, a ARS e a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, não produziram resultados.

Um ano depois da criação da Unidade Local de Saúde da Guarda, Filipe Camelo refere que “este modelo que resultou da agregação de todas as unidades de saúde do distrito não beneficiou Seia, pelo contrário. Para além da atual situação gravíssima do Centro de Saúde, olhe-se para o Hospital Nossa Senhora da Assunção, uma unidade hospitalar que tem vindo a perder importância e influência, sendo hoje rotulada como um ‘apêndice’ do Hospital da Guarda”, destacou.

O Hospital de Seia era “dos que tinha melhores níveis de eficiência e desempenho (antes de ser integrado na ULS), pelo que ninguém compreende que o Hospital de Seia, tendo condições estruturais (novo edifício) e capacidade instalada, não esteja devidamente aproveitado”, relembra o presidente do município de Seia.

A autarquia defende ainda que o hospital de Seia deve “constar entre as unidades que deverão recuperar autonomia de gestão para contratar e fazer investimentos”, no âmbito do plano anunciado pelo Governo há mais de um ano.

Filipe Camelo afirma que “só um modelo de gestão autónoma para o Hospital de Seia pode repor uma situação de normalidade, serviços e valências perdidas, ganhos de eficiência e maior produtividade, inclusive numa lógica de sustentabilidade, como demonstram os 40 anos de sucesso do Serviço Nacional de Saúde, assente num modelo de gestão descentralizado dos serviços que deu excelentes resultados”.

Ainda de acordo com a mesma fonte, a Câmara Municipal tem vindo a desdobrar-se em múltiplos contactos com a administração da ULS e a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, em estreita articulação com a Comissão de Infraestruturas e Coesão Territorial da Assembleia Municipal de Seia.




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