Município de Mêda constrói centro interpretativo na aldeia de Longroiva

A Câmara Municipal de Mêda, no distrito da Guarda, está a investir cerca de 400 mil euros na construção de um centro interpretativo na aldeia de Longroiva, para captar visitantes para o território, foi hoje anunciado.

Segundo o presidente do Município, Anselmo Sousa, o centro de interpretação do castelo e da importância da presença da Ordem dos Templários em Longroiva está em fase de construção e a obra “ficará concluída antes do final do ano”.

“Nós [Mêda] somos um concelho rico em património natural e cultural e [o futuro centro interpretativo] será aquele polo aglutinador para todo o património que temos, não só em Longroiva como também no resto do concelho”, disse hoje o responsável à agência Lusa.

Anselmo Sousa sublinhou que a aldeia de Longroiva, situada a cerca de cinco quilómetros da sede de concelho, possui um polo termal (cujas águas estão vocacionadas para tratamento de patologias reumáticas, músculo-esqueléticas, respiratórias e da pele) e um hotel (construído em 2007), e o novo equipamento “será mais um complemento que poderá chamar bastantes turistas” para a zona.

A intervenção em curso, segundo a autarquia de Mêda, procurará dar a conhecer “a importância do local, da fortaleza e, em particular, da presença da Ordem dos Templários” naquela região.

No âmbito da empreitada serão também realizadas intervenções na Torre de Menagem, na Praça de Armas e arranjos exteriores (pavimentações e construção de passadiços).

As obras são comparticipadas em 85% por fundos europeus.

A aldeia de Longroiva possui um vasto património monumental, com destaque para o castelo, o solar dos marqueses de Roriz, a capela da Senhora do Torrão, a fonte da “concelha” e a igreja matriz.

Para além do património histórico existente em Longroiva e na Aldeia Histórica de Marialva, o município de Mêda também possui dois centros arqueológicos de grande interesse, um em Vale de Mouro, freguesia de Coriscada, e outro no Castro de São Jurge, próximo da barragem de Ranhados, que já foram submetidos a escavações arqueológicas patrocinadas pela Câmara Municipal.

No Castro de São Jurge, os arqueólogos encontraram um santuário rupestre datado do terceiro ou quarto milénio a.C. (antes de Cristo), num local onde também terá existido uma igreja medieval.

Em Vale de Mouro, localiza-se uma aldeia romana, na qual foram descobertas diversas áreas revestidas com mosaico policromado idêntico ao de Conímbriga, o que revela a importância do sítio romano.



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