Movimento sensibiliza ministra da Saúde para obras no pavilhão 5 do hospital da Guarda

O Movimento de Apoio à Saúde Materno Infantil (MASMI) sensibilizou ontem a ministra da Saúde para a necessidade de obras no hospital e entregou na Assembleia da República uma petição com 18.670 assinaturas.

Elementos do MASMI deslocaram-se ontem a Lisboa e reuniram-se com a ministra Marta Temido, a quem transmitiram a necessidade de serem feitas obras no pavilhão 5 do hospital da Guarda (edifício das antigas urgências), para ali ser criado um departamento com os serviços de Pediatria, Obstetrícia, urgências Pediátricas e Obstétricas, Neonatologia e Ginecologia.

Segundo Ismael Escudeiro, porta-voz do movimento, na reunião, além de Marta Temido, estiveram o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, a presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, Rosa Marques, e a presidente da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, Isabel Coelho, entre outros responsáveis.

“A senhora ministra demonstrou bastante interesse e sensibilidade em assumir o compromisso de resolução [do problema do atraso nas obras de requalificação do edifício hospitalar]”, disse Ismael Escudeiro à agência Lusa, no final da reunião.

De acordo com Ismael Escudeiro, a próxima reunião será realizada na ARS Centro, em Coimbra.

“O mais importante, que registámos com algum agrado, é que está a ser feito um trabalho em equipa, para que se consiga desenvolver este projeto para uma fase mais concreta”, afirmou.

Ismael Escudeiro admite que o MASMI não ouviu aquilo que queria – que era o anúncio do lançamento da obra -, mas os seus elementos gostaram “imenso” de saber “que os próximos passos vão ser transmitidos na reunião [a realizar] daqui por um mês”.

“A senhora ministra da Saúde mostrou-se sensibilizada para esta questão, na certeza de que os passos que quer dar são firmes”, rematou.

Antes da reunião com a titular da pasta da Saúde, os elementos do movimento foram recebidos pelo vice-presidente da Assembleia da República José Manuel Pureza, a quem entregaram uma petição com 18.670 assinaturas que “são mais do que suficientes” para que o assunto seja discutido em plenário, segundo o porta-voz.

O movimento de cidadãos “preocupados com o Serviço Materno Infantil e com o Hospital Sousa Martins da ULS da Guarda” surgiu em dezembro de 2018.

Segundo os seus elementos, trata-se de “um movimento de todos e para todos”.

O MASMI tem como estratégia mobilizar em massa a sociedade civil do distrito da Guarda, sensibilizar os vários intervenientes políticos do distrito para a necessidade daquela obra e “fazer pressão sobre os decisores do Ministério da Saúde”.

“Este movimento só termina quando tivermos a inauguração da requalificação do pavilhão 5. Até lá, temos de dar os passos que forem necessários”, garantiu Ismael Escudeiro.




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