Montenegro disse na Guarda que “não é do interesse nacional” ter um partido social-democrata “silencioso” e “passivo”

Luís Montenegro falava numa sessão de esclarecimento com militantes, realizada na noite da passada sexta-feira, no auditório do Paço da Cultura da cidade da Guarda.

O candidato à liderança do PSD Luís Montenegro disse na sexta-feira que “não é do interesse nacional” ter um partido social-democrata “silencioso” e “passivo”, porque o país precisa de “uma voz forte” que faça de “contrapeso” ao PS.

“O que é que ganha o país com a hesitação, com a confusão, com a perceção de subalternidade do PSD? O país não ganha nada, o país perde”, afirmou o candidato.

Para o candidato, “não é do interesse nacional ter um PSD pequeno, ter um PSD silencioso, ter um PSD passivo, ter um PSD que não cumpre aquela que é hoje a missão que os portugueses” lhe confiaram: “Sermos o principal partido da oposição”, referiu.

“Nós temos Estado a mais em Portugal. Nós temos PS a mais em Portugal. Nós temos comunismo, ‘bloquismo’ e socialismo a mais em Portugal. E o PSD não pode ser cúmplice, nem conivente do socialismo e do comunismo”, afirmou.

Na sua intervenção, o antigo líder parlamentar dos sociais-democratas declarou que Portugal precisa de ter uma oposição “à política socialista, comunista e bloquista”.

“O que é do interesse nacional é que a democracia tenha alternativas e não tenha apenas um partido e todos os outros à sua volta. Eu não me resigno e não me conformo com uma política em Portugal em que o PS governa sempre desde que se entenda com todos os demais partidos”, disse.

Na sua opinião, “a democracia portuguesa precisa de uma alternativa”, “uma voz forte que faça de contraponto e de contrapeso a este socialismo” e que “chame a atenção para os erros da governação, para as omissões da governação”.

“Como é que nós [PSD] podemos silenciar e não ser os porta-vozes de tantas centenas de milhares de portugueses que ficam à porta dos hospitais e dos centros de saúde porque nunca um Governo investiu tão pouco nos serviços públicos como o Governo do PS?”, questionou.

Dirigindo-se depois aos militantes, perguntou: “O que é que vocês querem? O que é que querem para este partido e por via dele para a sociedade portuguesa? Querem continuar a ser um apêndice do PS? Querem continuar à espera de que o PS dê cabo do país para governarmos em tempos de emergência? Querem um PSD subalterno do PS, à espera do PS, que não se incomoda que o PS governe, quer ganhe quer perca eleições? (…) Querem esse PSD ou querem o PSD de alternativa?”.

Além de Luís Montenegro, são candidatos à liderança do PSD o atual presidente Rui Rio e o vice-presidente da Câmara de Cascais, Miguel Pinto Luz.

As eleições diretas para escolher o próximo presidente social-democrata realizam-se em 11 de janeiro, com uma eventual segunda volta uma semana depois, e o Congresso entre 07 e 09 de fevereiro, em Viana do Castelo.




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