Mêda investe 500 mil euros na construção de Centro Interpretativo em Longroiva

O Centro Interpretativo será uma obra muito importante para Longroiva e para o concelho de Mêda, que tem várias potencialidades turísticas e patrimoniais.

A Câmara Municipal de Mêda vai investir 500 mil euros na construção de um Centro Interpretativo na aldeia de Longroiva para captar visitantes para o concelho, disse hoje à agência Lusa o seu presidente.

Segundo o autarca Anselmo Sousa (PS), o equipamento cultural e turístico, que tem o projeto aprovado, deve começar a ser edificado no mês de junho.

O edifício, que vai ser construído com o apoio de fundos comunitários, “será uma continuidade do castelo de Longroiva”, adiantou.

O futuro Centro Interpretativo de Longroiva será edificado em terrenos que são propriedade da Câmara Municipal de Mêda e numa “pequena parcela particular” adquirida pelo município para esse efeito.

“É um centro interpretativo que, no fundo, irá servir para nós darmos um realce maior ao nosso património”, disse.
O autarca explicou à Lusa que o espaço terá uma base tecnológica apurada e permitirá colocar o património concelhio em rede.

Segundo Anselmo Sousa, o Centro Interpretativo será uma obra muito importante para Longroiva e para o concelho de Mêda, que tem várias potencialidades turísticas e patrimoniais.

A aldeia de Longroiva, com perto de 300 habitantes, dista cerca de cinco quilómetros da cidade de Mêda.

A localidade possui um vasto património monumental, com destaque para o castelo, o solar dos marqueses de Roriz, a capela da Senhora do Torrão, a fonte da “concelha” e a igreja matriz.

Para além do património histórico existente em Longroiva e na Aldeia Histórica de Marialva, o município também possui dois centros arqueológicos de grande interesse, um em Vale de Mouro, freguesia de Coriscada, e outro no Castro de São Jurge, próximo da barragem de Ranhados, que já foram submetidos a escavações arqueológicas patrocinadas pela Câmara Municipal.

No Castro de São Jurge, os arqueólogos encontraram um santuário rupestre datado do terceiro ou quarto milénio a.C. (antes de Cristo), num local onde também terá existido uma igreja medieval.

Em Vale de Mouro, localiza-se uma aldeia romana onde foram descobertas diversas áreas revestidas com mosaico policromado idêntico ao de Conímbriga, o que revela a importância do sítio romano.

Na aldeia de Longroiva também existe um hotel (Longroiva Hotel Rural), que começou a funcionar em 2016.

A unidade hoteleira, edificada pelo grupo Natura Empreendimento SA, que ocupa o antigo balneário termal local, construído no século XVII, e a área contígua, representou um investimento superior a cinco milhões de euros.

O hotel conta com 44 quartos (o antigo edifício termal está dotado com duas suites e 12 quartos e foram construídos mais 20 quartos e 10 ‘bungalows’) e possui piscina exterior aquecida e restaurante, entre outras áreas.

O projeto do hotel, financiado por fundos europeus, está associado ao moderno balneário Termal e SPA de Longroiva, que foi construído em 2007 e cujas águas termais estão vocacionadas para tratamento de patologias reumáticas, músculo-esqueléticas, respiratórias e da pele.




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