Livro divulga património azulejar religioso da Diocese da Guarda

Um livro sobre o “relevante” património azulejar religioso da Diocese da Guarda vai ser lançado na sexta-feira, na cidade da Guarda, por iniciativa do Instituto Politécnico e da Diocese.

A obra “PAR – Património Azulejar Religioso na Diocese da Guarda”, coordenada por Anabela Sardo, docente da Escola Superior de Turismo e Hotelaria do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), tem texto da autoria de Joana Pereira (técnica da Diocese da Guarda) e fotografias de Joana Pereira e de Vítor Roque (docente do IPG).

Anabela Sardo disse hoje à agência Lusa que o projeto, que demorou cerca de dois anos a concretizar, “nasceu da constatação da necessidade de sistematizar e promover o relevante património azulejar religioso que existe na área que abrange a diocese da Guarda”.

O livro tem 185 páginas e abrange o território da Diocese da Guarda que abarca 15 arciprestados e 365 paróquias.

Segundo Anabela Sardo, para a execução da obra “foi imperioso definir-se uma escolha metodológica, optando-se por selecionar os exemplares patrimoniais cuja importância histórica, artística e religiosa servissem de exemplo e convidassem a descobrir os outros não menos fascinantes que podem encher de cor e magia a passagem do visitante”.

A responsável refere que o azulejo “tornou-se numa das manifestações mais singulares da Cultura Portuguesa e uma das contribuições mais originais do génio lusitano para a Cultura Universal, transformando-se numa vasta obra ilustrada, de extraordinária riqueza cromática, da História de Portugal e da mentalidade e do gosto de épocas diversas”.

Quanto ao património azulejar da Diocese da Guarda, ultrapassou, como afirma a coordenadora no prefácio do livro, “a mera função utilitária ou o seu destino ornamental e alcançou o estatuto sublime de Arte, enquanto intervenção poética na criação da arquitetura dos lugares e dos edifícios”.

“Nele se reflete, além da luz ímpar de Portugal, o peculiar repertório do imaginário nacional, especificamente o imaginário religioso, neste caso”, aponta.

A docente do IPG considera que a obra valoriza e promove a “riquíssima cultura secular, o património inventariado pela Diocese”.

“A promoção cultural e turística, no âmbito da apreciação patrimonial e qualificação do valor intrínseco dos espaços religiosos, é considerada, na atualidade, de crucial importância”, observa.

Neste contexto, Anabela Sardo refere que ao texto e às imagens foram acrescentados cartogramas de forma a facilitar percursos e itinerários e possibilitar a programação de visitas associadas “à dimensão geográfica de proximidade ou interesse, ou de acordo com a origem do respetivo património azulejar, nomeadamente pelas representações dos séculos XVI, XVII, XVIII, XIX e XX”, como salientam os autores dos mapas.

O livro será apresentado na sexta-feira, pelas 17h30, na Igreja de São Vicente, na Guarda.




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