Incêndio de Trancoso com duas frentes ativas

Às 08h20 estavam envolvidos no combate às chamas 712 operacionais, apoiados por 225 veículos e dois meios aéreos, que têm como principal missão combater duas frentes ativas situadas entre Rio de Mel e Castanheira, revelou a Proteção Civil.

Mais de 700 bombeiros mantém-se a combater o fogo que lavra desde sábado no concelho de Trancoso.

O incêndio de Trancoso, distrito da Guarda, que começou pelas 16h21, na freguesia de Freches, é a maior ocorrência registada esta terça-feira pela ANEPC.

O incêndio, que deflagrou no sábado, está dividido em quatro frentes, duas das quais já estão dominadas e em rescaldo, havendo outras duas que causam preocupação.

Uma das frentes ativas tem cerca de mil metros e a outra tem 3,5 quilómetros, mas “são fogos que ardem essencialmente em zona de mato, sem vítimas e afastados dos aglomerados habitacionais”, disse à Lusa a fonte da Proteção Civil, admitindo que durante o dia de hoje possa vir a ser necessário encerrar algumas estradas na zona.

O comando acrescentou que as condições meteorológicas vão manter-se semelhantes aos últimos dias, com humidade relativamente baixa, temperaturas altas e vento fraco a moderado.

Portugal está em situação de alerta devido ao agravamento das previsões meteorológicas, sendo proibido o acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, de acordo com os Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, bem como a realização de queimas e queimadas, ficando igualmente suspensas as autorizações emitidas para esse período.

A situação de alerta implica também proibição de realização de trabalhos nos espaços florestais e rurais com o recurso a maquinaria e o uso de fogo-de-artifício e outros artefactos pirotécnicos. Neste caso, também as autorizações já emitidas ficam suspensas.

A Câmara de Trancoso decidiu manter ativo o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil face “à situação de emergência causada pelo incêndio que afeta o concelho”, e na sequência da reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil.

A autarquia já suspendeu a rega de espaços públicos e apelou à população para reduzir o consumo de água “ao estritamente necessário” e, com isso, contribuir para “salvaguardar este recurso essencial ao combate ao fogo”.

Ontem foi também cancelado o concerto do rapper Dillaz, agendado para a Feira de São Bartolomeu.

O fogo do concelho já terá consumido 8 mil hectares, sobretudo soutos, olivais e vinhas, indicou na segunda-feira o presidente da Câmara, Amílcar Salvador.


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