Hospital de Castelo Branco está no limite por falta de assistentes

O presidente da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB), Vieira Pires, disse esta terça-feira que o Hospital Amato Lusitano (HAL) está com falta de assistentes operacionais e que atingiu o limite nesse setor.

“Deixamos esta mensagem ao doutor José Tereso [presidente da Administração Regional de Saúde do Centro], para transmitir ao senhor secretário de Estado [da Saúde]. Os recursos médicos não chegam e são necessários recursos de outra ordem, os mais elementares possíveis, mas nem por isso menos importantes: são os assistentes operacionais”, afirmou o presidente da ULSCB, Vieira Pires.

Este responsável falava durante as comemorações do 40.º aniversário do HAL, cerimónia em que estava prevista a presença do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, mas que por motivos de agenda acabou por não acontecer, fazendo-se representar pelo presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSCentro), José Tereso.

“O hospital está no limite das suas capacidades na questão de assistentes operacionais, que são tão úteis como o médico mais diferenciado”, realçou Vieira Pires.

Depois, fez um breve balanço daquilo que se tem passado no HAL, que integra a ULSCB conjuntamente com mais nove centros de saúde espalhados por oito concelhos e que servem uma população de quase 103 mil habitantes, dos quais 31% têm mais de 65 anos.

Só em equipamentos, o conselho de administração (CA) investiu 950 mil euros para dotar os serviços de maior capacidade e para a resposta ser mais eficiente.

Vieira Pires explicou ainda que é necessária a renovação do quadro médico e aproximar os cuidados de saúde dos cidadãos, nomeadamente no que diz respeito aos cuidados e hospitalização domiciliária.

Deixou ainda a garantia de que os centros de saúde de Idanha-a-Nova, Sertã e Penamacor vão ser remodelados, além do centro de saúde de S. Tiago, em Castelo branco, cujas obras já estão em curso e que foram possíveis através de uma parceria com o município local que avançou com o financiamento.

Já o presidente da ARSCentro, José Tereso, enalteceu a gestão da ULSCB: “A ULSCB é uma referência dentro de todas as ULS e é a que mais se destaca. Não estou a dizer isto para elogiar, é o realismo”.

Este responsável deixou ainda um apelo a todas as unidades de saúde da Beira Interior, sobretudo à ULSCB, ULSG e Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), para que não dupliquem e tripliquem serviços.

“Que cada um cumpra a sua missão. A modernidade só poderá acontecer se se ultrapassarem algumas barreiras. Deixo o desafio para se dar mais um passo em frente para o bem da [população] da Beira Interior”, concluiu.

Já o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, que também enalteceu o trabalho que tem sido feito na ULSCB, afirmou que se não forem criados novos serviços no HAL “os médicos não vêm para cá”.

O autarca adiantou ainda que é fundamental o reforço dos quadros médicos na instituição e também de alguns equipamentos.

“Os resultados obtidos [pela ULSCB] devem ser compensados [pela tutela] e não o contrário”, concluiu.




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