Governo atribui utilidade pública ao Centro de Estudos Ibéricos da Guarda

O CEI é “uma associação que visa a promoção, divulgação e coordenação da reflexão, estudo, investigação e ensino de temas comuns e afins a Portugal e Espanha, com especial incidência na região transfronteiriça”.

O Governo atribuiu o estatuto de utilidade pública ao Centro de Estudos Ibéricos (CEI), com sede na cidade da Guarda, pelas “relevantes e atividades de interesse geral” que desenvolve desde 2001 sem fins lucrativos, foi hoje anunciado.

O despacho do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, André Moz Caldas, publicado hoje em Diário da República, refere que o CEI é “uma associação que visa a promoção, divulgação e coordenação da reflexão, estudo, investigação e ensino de temas comuns e afins a Portugal e Espanha, com especial incidência na região transfronteiriça”.

O CEI, acrescenta o documento, “coopera com a Administração, nomeadamente com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, na prossecução dos seus fins”.

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Chaves Monteiro, reagiu com satisfação, em nome da direção do CEI, à atribuição do estatuto de utilidade pública pelo Governo.

O autarca, citado numa nota enviada à agência Lusa, refere que a decisão é “um justo reconhecimento do trabalho” que a associação “tem vindo a desenvolver no âmbito da cooperação transfronteiriça e do contributo empenhado do município da Guarda, das Universidades de Coimbra e de Salamanca e do Instituto Politécnico da Guarda em prol de um verdadeiro projeto de cooperação e desenvolvimento”, bem como “do papel de relevo que o CEI tem tido no âmbito das relações entre Portugal e Espanha.”

“Ao longo de duas décadas, o CEI tem-se afirmado como plataforma de diálogo, encontro de culturas e centro de transferência de conhecimentos, apostado na valorização da aprendizagem, da formação e da investigação, contribuindo para superar barreiras e estimular a cooperação entre diferentes territórios de aquém e além-fronteiras”, acrescenta o comunicado.

O CEI foi criado a partir de um desafio lançado pelo ensaísta Eduardo Lourenço, falecido no dia 01 de dezembro de 2020, com 97 anos, que era natural de São Pedro do Rio Seco, no concelho de Almeida, distrito da Guarda, na sessão solene comemorativa do Oitavo Centenário do Foral da Guarda, em 1999.

Eduardo Lourenço “propôs a criação de um Centro de Estudos que contribuísse para um renovado conhecimento das diversas culturas da Península e para o estudo da Civilização Ibérica como um todo”, lembra o CEI.

O projeto foi concretizado em 2001 como associação transfronteiriça sem fins lucrativos, congregando a Câmara Municipal da Guarda e três instituições de Ensino Superior (Universidade de Coimbra, Universidade de Salamanca e Instituto Politécnico da Guarda).

O CEI “assenta numa parceria vocacionada para a cooperação territorial, tendo como centro privilegiado de atuação o território fronteiriço da Raia Central Ibérica”, conclui a fonte.

A instituição atribui anualmente o Prémio Eduardo Lourenço (desde 2004) e o Prémio CEI – Investigação, Inovação & Território (lançado em 2017).



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