Gouveia debate melhoria da comunicação entre eleitos e eleitores

A melhoria da comunicação entre eleitos e eleitores do concelho de Gouveia vai estar em debate, na quarta-feira, no Fórum da Cidadania, com a presença do especialista Giovanni Alegretti, foi hoje anunciado.

O Fórum da Cidadania está integrado no projeto “Uma Aventura no Mundo da Cidadania”, desenvolvido pelo Grupo Aprender em Festa em parceria com a Câmara Municipal de Gouveia e a Reencontro – Associação Social, Educativa e Cultural de Vila Nova de Tazem.

O projeto, financiado pelo Programa Cidadania Ativa da Fundação Calouste Gulbenkian/EEA Grants, tem por objetivo promover um maior grau de consciência e de práticas de cidadania, envolvendo todas as cidadãs e cidadãos e as instituições para reduzir desigualdades, fortalecer relações inclusivas, solidárias e intergeracionais e construir desenvolvimento com base na participação democrática.

A sessão de quarta-feira está agendada para as 20h30, para a Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira, e conta com a presença do investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Giovanni Alegretti, que é também diretor executivo do Doutoramento “Democracia no século XXI” e coordenador do Observatório “PEOPLEs’:Participação, Inovação e Poderes Locais”.

Segundo a coordenadora do projeto, Sandra Silvestre, o Fórum da Cidadania é um espaço vivo de comunicação, interação e de criação de práticas colaborativas em prol da melhoria da qualidade de vida no concelho de Gouveia e de uma maior coesão social.

“Este projeto surgiu da constatação da existência de um défice de cidadania em todo o país e Gouveia não é exceção”, disse, apontando que a política “está descredibilizada e as pessoas afastam-se cada vez mais da democracia representativa”.

A responsável reconhece que “a democracia é um sistema em permanente construção, que precisa de ser alimentado e a participação cidadã é condição para uma democracia saudável e vibrante, por oposição ao corpo debilitado que temos hoje”.

“Os canais de comunicação entre eleitos e eleitores estão poluídos, inquinados até e alguns tornaram-se obsoletos. Assim, este projeto pretende trazer ar fresco e revitalizar as relações e os canais de comunicação aproximando representantes eleitos e cidadãos”, referiu.

No primeiro encontro do Fórum da Cidadania, em junho, estiveram mais de 45 pessoas (representando entidades da sociedade civil, serviços públicos, juntas de freguesia, o município e um órgão de comunicação social), esperando a organização ter “lotação esgotada” na reunião de quarta-feira.

“Na verdade, neste projeto interessa mais a intencionalidade da participação do que a quantidade de participantes, porque o que se procura é abrir espaço para diálogos significativos e melhorar a comunicação entre eleitos e eleitores, não ignorando que há tensões entre estes dois grupos que têm de ser abordadas e trabalhadas”, disse Sandra Silvestre.




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