Festival de cinema CineEco tem 27 “padrinhos” da comunidade de Seia

Cada uma das longas-metragens terá três “padrinhos/madrinhas”, que terão de promover o filme que lhes for atribuído.

O 23.º CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela a realizar em Seia, em outubro, vai ser apadrinhado por 27 pessoas da comunidade que vão mobilizar público para as sessões.

O diretor do festival, Mário Jorge Branquinho, disse, na sexta-feira passada, na sessão de apresentação do evento que, pela primeira vez, a organização convidou 27 pessoas da comunidade que vão apadrinhar nove longas-metragens da competição internacional.

Cada uma das longas-metragens terá três “padrinhos/madrinhas”, que terão de promover o filme que lhes for atribuído.

“Será função dos ‘padrinhos’ fazer a ‘festa’ do seu ‘afilhado’ convidando o público a assistir, sobretudo pessoas que possam apreciar este género de filmes”, disse.

Segundo Mário Jorge Branquinho, o objetivo da iniciativa é fazer com que os “padrinhos” possam “mobilizar amigos e conhecidos e conviver com pessoas de outros países e cidades” e contribuírem “para a consolidação do CineEco enquanto imagem de marca de Seia”.

“O município de Seia já se congratulou pela adesão a esta iniciativa das pessoas da comunidade, reforçando a ideia de, a partir de agora, todos os anos, convidar novas pessoas e assim alargar o leque de personalidades envolvidas”, disse.

A edição deste ano do CineEco será realizada de 14 a 21 de outubro, na Casa Municipal da Cultura de Seia, no distrito da Guarda.

O presidente da autarquia de Seia, Carlos Filipe Camelo, disse na apresentação pública do evento, realizada esta noite no auditório da Casa Municipal da Cultura, que o município “continua a apostar no CineEco como uma imagem de marca da cidade e do concelho, numa aposta clara na cultura e no ambiente como fatores de desenvolvimento”.

“Este ano, contamos com o apoio da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, através de uma parceria que trás a Seia jovens e outros representantes de cada concelho e que depois permitirá levar filmes do CineEco a todo o território, ao longo do ano”, afirmou.

O programa i Nature também apoia algumas atividades do festival, como a realização de uma grande conferência, com o tema “Comunidades e Florestas Resilientes”, “num tempo em que se exige ação prática para acabar de vez com o flagelo dos fogos florestais”, disse.

O autarca observou ainda que o seu município organiza anualmente um dos “melhores festivais de cinema de ambiente do mundo”.

Um total de 100 filmes, de mais de 25 países, vão estar a concurso na edição 2017 do CineEco que é inspirada numa das mais importantes obras sobre alterações climáticas, da autoria de Naomi Klein.

“O livro ?Tudo Pode Mudar: Capitalismo vs Clima’, de Naomi Klein, considerado um dos mais importantes alguma vez escritos sobre alterações climáticas, e o documentário de Avi Lewis, que conta com a participação da famosa economista, foram a inspiração para esta 23.ª edição”, adianta a organização.

No CineEco, que tem José Vieira Mendes como programador, haverá competições de longas e curtas-metragens internacionais e em Língua Portuguesa, documentários e reportagens de televisão e panorama regional.



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