Governo anuncia 1,9 mil milhões para área de tecnologias de informação

O ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, anunciou esta terça-feira a disponibilização de 1,9 mil milhões de euros até 2020, com investimentos privados em tecnologias de informação e comunicação, para a “transformação digital da economia”.

Pedro Marques, que encerrou a sessão comemorativa do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade de Informação, na Fundação Portuguesa das Comunicações, afirmou que “a digitalização da economia” é uma “grande prioridade” do Governo.

“Estas medidas, que incluímos no Plano Nacional de Reformas, são um testemunho de que esta transformação da economia é, para nós, uma grande prioridade. Acredito que não podemos a vencer ou continuar a vencer o desafio da competitividade sem nos inserirmos plenamente na digitalização da economia mundial”, sublinhou.

O governante frisou que todas as medidas preconizadas, entre as quais instituir “competências logo a partir do início da escola”, no primeiro ciclo de escolaridade, foram “estruturadas para criar mais emprego, mais igualdade para os portugueses”, para que não seja “apenas aquela parte dos portugueses que têm qualificações para acederem a essas oportunidades”.

“Se vamos modernizar os recursos educativos e digitalizar até ao [Ensino] Superior, queremos desenvolver em paralelo um esforço na educação dos adultos. Precisamos de pessoas com mais competências e qualificações, para que se possam inserir neste tempo, nesta economia digital”, assinalou.

Pedro Marques referiu que o Governo vai lançar a iniciativa “Competências Digitais”, com o propósito de que “mais de 20 mil pessoas, pelo menos, sejam qualificadas em tecnologias de informação, comunicação e programação”.

Um aumento da qualificação permitirá fazer face à carência de recursos humanos na área das tecnologias de informação e comunicação, que se prevê poder atingir uma necessidade de “15 mil pessoas em 2020”, como salientou o presidente da Fundação Portuguesa das Comunicações.

O ministro do Planeamento e Infraestruturas afirmou ainda que, no lado das empresas, as medidas estendem-se ao apoio específico das PME (Pequenas e Médias Empresas), “para a sua inserção na economia digital”, à criação “de capacidades de marketing eletrónico e comércio eletrónico”, e ao apoio “à inovação de cerca de 10 mil empresas”, além de reforço dos centros tecnológicos.

O governante destacou “a contratação de cerca 1.200 trabalhadores altamente qualificados, através também do estabelecimento de contratos de inovação empresarial com mil empresas”.

No “terceiro pilar”, o membro do Governo disse que está previsto o alargamento das infraestruturas, com investimento privado.

“Esse pilar conta com investimentos desses operadores privados, conta com os impulsos que o regulador tem dado nesse sentido, o investimento nas redes da nova geração, a renovação das licenças dos operadores móveis garantem, digamos, o investimento das redes de 4G para muito mais freguesias do novo território – cerca de 1.100 – e tudo isto fará o país convergir para um país mais capacitado para a digitalização da sua economia”, concluiu.




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