Câmara da Guarda pede políticas que disseminem investimento por todo o país

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Chaves Monteiro, defendeu a aplicação de políticas que “disseminem o investimento” por todo o país, para que o desenvolvimento também chegue aos territórios de baixa densidade.

“Se o Estado, que tem essa função primordial de dar coesão a um Portugal que tem que ser cada vez mais inteiro, tiver políticas que disseminem o investimento, mas com particularidade o investimento estrangeiro, por todo o território nacional e, principalmente, de Bragança a Beja, eu não tenho dúvidas de que teremos um Portugal inteiro e não teremos um país desequilibrado para o litoral”, afirmou o autarca.

O presidente do município da Guarda falava na sessão de abertura da conferência “Inovação como estímulo para o desenvolvimento da Região Centro”, que decorreu durante a tarde de ontem no auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda (IPG).

A conferência foi organizada pelo Jornal Económico e pela Altice Portugal, no âmbito do ciclo “Portugal Inteiro”.

Na opinião do autarca, a distribuição do investimento permitirá fixar “cada vez mais” pessoas no interior do país, “porque as pessoas localizam-se onde têm condições de prosperidade”.

“Se não criarmos as condições de prosperidade, elas não se vão fixar cá [no interior]”, alertou.

Carlos Chaves Monteiro referiu ainda que o desenvolvimento dos territórios é feito com redes e parcerias “que têm por base o conhecimento”.

“A periferia não pode, não deve passar de um preconceito”, concluiu.

Já o presidente do IPG, Joaquim Brigas, afirmou que “só a educação e o conhecimento serão capazes de produzir um crescimento económico sustentável” na região.

Para este responsável, “é necessário que o impacto social do conhecimento, quer nas pessoas, quer em regiões como a da Guarda, seja reconhecido e potenciado”.

“O IPG é, como todos sabem, e não é exagerado dizê-lo, um apóstolo da ligação do ensino superior às empresas. Pretendemos estreitar as ligações do IPG ao tecido económico local. Estamos fortemente empenhados em contribuir para o desenvolvimento destes territórios”, disse Joaquim Brigas.

O presidente do IPG disse ainda que a instituição que dirige está pronta para investigar e inovar, bem como para fazer os estudos necessários que “vão ao encontro das necessidades reais do tecido empresarial e da região”.

“Estamos prontos para certificar cientificamente a investigação e o desenvolvimento que as empresas iniciam, muitas vezes, com grande inspiração. Contem connosco, em resumo, trabalhar com todos e para ajudar a desenvolver o Portugal interior e o Portugal inteiro”, finalizou.

Do programa da conferência sobre “Inovação como estímulo para o desenvolvimento da Região Centro” constava a abordagem de temáticas como “Revitalização do desenvolvimento económico da Região Centro”, “A importância da imprensa regional”, “O valor da inovação no interior” e “Tecido Empresarial e Digitalização”.




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