Grande Prémio das Beiras e Serra da Estrela com impacto de mais de 2 milhões de euros na região

A prova de ciclismo decorreu entre os dias 12 e 14 de abril.

Mais de 750 pessoas, 100 viaturas, 3.000 dormidas e 18 equipas, desde a equipa da organização, produção e atletas estiveram região das Beiras e Serra da Estrela onde decorreu a prova que é já considerada “uma das melhores provas nacionais e internacionais, e onde se prevê que tenha um impacto de mais de 2.1 milhões de euros na região”, refere a organização.

Considerado já por muitos o maior evento de promoção e dinamização de toda a região do Interior, esta iniciativa organizada pela Associação de Municípios da Cova da Beira e a ENERAREA – Agência Regional de Energia e Ambiente do Interior, contou com o apoio do Turismo do Centro, a Federação Portuguesa de Ciclismo, a Comunidade Intermunicipal Beiras e Serra da Estrela, Litocar, Águas da Teja e os dezasseis municípios da região, Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Gouveia, Guarda, Manteigas, Mêda, Penamacor, Pinhel, Sabugal, Seia e Trancoso.

Segundo a organização “dezoito equipas formaram um pelotão com 118 corredores, das quais 9 equipas eram internacionais, oriundas da Irlanda, Estados Unidos da América, Rússia, Holanda, Letónia, Polónia, Bahrein, Paraguai, e Israel esta última convidada especialmente no âmbito do esforço de comunicação e promoção tendo em conta o mercado do Turismo Judaico e a forte aposta existente na região.”

O português Joni Brandão (Efapel) impôs-se na terceira e última etapa do GP Beiras e Serra da Estrela, uma viagem de 177,4 quilómetros, entre Celorico da Beira e a Covilhã, que permitiu ao colombiano Edwin Ávila (Israel Cycling Academy) conquistar a camisola amarela final.

A passagem pelo alto da Torre selecionou, mas não decidiu. A subida desde Seia ao ponto mais alto de Portugal Continental, atravessando um manto espesso e frio de nevoeiro, com a estrada ladeada por neve, endureceu a corrida e deixou na frente um lote muito restrito de corredores.

A descida para Manteigas e o subsequente terreno plano permitiram algumas recolagens. Primeiro juntaram-se 15 homens na dianteira, dos quais Alexander Vdovin (Lokosphinx), António Carvalho (W52-FC Porto), Awet Andesmekel (Israel Cycling Academy), Nikolay Mihaylov (Efapel) e Josu Zabala (UD Oliveirense-InOutBuild) deram uma sapatada.

O quinteto chegou a ter mais de dois minutos de vantagem, mas a formação de um minipelotão no encalço, devido a mais junções de grupos, ditou o fim da fuga e o adiar de todas as decisões para a subida para a meta, de terceira categoria.

Na escalada final sucederam-se os ataques, mas o mais potente partiu de Joni Brandão, o que lhe permitiu conquistar a primeira vitória do ano, cortando a meta com 4h51m32s. O espanhol Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano) e o colombiano Edwin Ávila ocuparam as posições seguintes, ambos a 2 segundos do vencedor.

Numa corrida que se decidiu nas bonificações, foram curtas as diferenças entre os primeiros. O sprinter Edwin Ávila levou a melhor sobre toda a concorrência, deixando Vicente García e Mateos a 2 segundos e Joni Brandão a 4 segundos.

Henrique Casimiro (Efapel) acabou por ser coroado rei dos trepadores, Vicente García de Mateos foi o primeiro na classificação das metas volantes e o Alex Molenaar (Monkey Town-A Block CT) conquistou a classificação da juventude. Por equipas impôs-se a Israel Cycling Academy.




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