Demissões nos Bombeiros de Famalicão da Serra

Decisão de associados provoca saída dos elementos da direcção e do presidente da Assembleia-geral A decisão de adquirir um imóvel para futuro quartel-sede dos Bombeiros Voluntários de Famalicão da Serra, no concelho da Guarda, não gerou consenso na última Assembleia-geral, provocando a demissão dos órgãos sociais da Associação Humanitária. A direcção demissionária, presidia por António […]

Decisão de associados provoca saída dos elementos da direcção e do presidente da Assembleia-geral

A decisão de adquirir um imóvel para futuro quartel-sede dos Bombeiros Voluntários de Famalicão da Serra, no concelho da Guarda, não gerou consenso na última Assembleia-geral, provocando a demissão dos órgãos sociais da Associação Humanitária. A direcção demissionária, presidia por António Fontes, diz que deixou de haver condições para continuar, uma vez que a decisão dos associados não permite cumprir com o plano de actividades.
 
A não concordância por parte dos sócios para a aquisição de um imóvel para quartel-sede da corporação de Bombeiros de Famalicão da Serra levou à demissão em bloco da direcção e do presidente da Assembleia-geral da Associação Humanitária local.
 
Segundo António Fontes, presidente demissionário da direcção da Associação, na Assembleia-geral realizada no dia 30 de Novembro foi deliberado, pela maioria dos associados, “adiar e remeter para posterior discussão a aquisição de um imóvel para instalação da sede desta associação e do corpo activo de bombeiros”. “Como a direcção tinha tudo preparado para que o quartel estivesse pronto em finais de 2009, para que pudéssemos dar dignidade e conforto aos Bombeiros, com esta deliberação isso já não é possível”, explicou o mesmo responsável, em declarações à agência Lusa.
 
António Fontes diz que, desta forma, a direcção “não pode cumprir com o plano de actividades”, decidindo, por isso, pedir a demissão para que “essas pessoas que entendem que deve haver um quartel novo e não uma recuperação possam tomar conta da Associação e cumprir essa finalidade”.
 
O ainda presidente explicou que a direcção demissionária tinha decidido proceder à aquisição de um edifício, onde em tempos funcionou uma serralharia, “pelo valor de 85 mil euros, estando já garantidas as verbas para a sua aquisição e recuperação, através da Câmara Municipal da Guarda e da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC)”. Como as pretensões dos dirigentes – na posse de informações da “ANPC que não era possível obter verbas para construir um quartel novo” – não foram aceites pelos sócios, a direcção e o presidente da Assembleia-geral, João de Almeida Santos, demitiram-se no dia 1 de Dezembro.
 
“O mandato de confiança que resultou das recentes eleições para os corpos sociais ficou, com esta Assembleia, irremediavelmente comprometido”, disse o presidente da Assembleia-geral, João de Almeida Santos, um dos elementos que pediu a demissão.
 
Numa carta aberta aos associados, os cinco elementos da direcção justificam a decisão dizendo que lhes foi “retirada a confiança” depositada “no acto de eleição dos actuais corpos sociais”.
 
Já o presidente da Assembleia-geral, na carta enviada à direcção da Associação Humanitária, justifica a atitude dizendo que “não será possível, daqui para o futuro, continuar a assumir compromissos, em nome desta Associação, (…) com as entidades oficiais para quaisquer programas de apoio”. “O mandato de confiança que resultou das recentes eleições para os corpos sociais ficou, com esta Assembleia, irremediavelmente comprometido”, acrescenta João de Almeida Santos.
 
A direcção dos Bombeiros de Famalicão da Serra, eleita há cerca de um ano, vai assegurar a gestão corrente da instituição até que sejam eleitos novos corpos sociais.
 
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Famalicão da Serra foi criada em 3 de Julho de 2007, após a tragédia que ocorreu no Verão de 2006, quando um violento incêndio florestal na área da freguesia vitimou cinco sapadores chilenos e um bombeiro da então Secção Destacada dos Bombeiros Voluntários de Gonçalo. Os Voluntários ocupam, provisoriamente, instalações cedidas pela Paróquia, que não possuem as melhores condições de operacionalidade.



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