Investimento de 160 mil euros em obras de renovação no Museu da Guarda

A Câmara da Guarda investiu, nos últimos três anos, cerca de 160 mil euros na melhoria das condições do Museu Municipal para que a cidade se afirme no domínio das artes e da museologia, foi hoje anunciado.

O vereador com o pelouro da cultura no município da Guarda, Victor Amaral, disse hoje à agência Lusa que a autarquia, desde que assumiu a gestão do equipamento, em 2016, já investiu quase 160 mil euros “só em termos de melhorias de infraestruturas”.

Segundo o autarca, se for tida em conta a linha editorial (catálogos e edições) e os custos com as exposições, os gastos totais são “à volta de 300 mil euros”.

“Este investimento, em termos de melhorias de infraestruturas, tem a ver com uma alteração completa do projeto museológico, com um novo ‘design’, um discurso expositivo novo, vitrinação de toda a área da pré-história até ao século XIX. Portanto, uma renovação completa dessa componente”, explicou.

A autarquia também fez “uma renovação total” do piso dos espaços expositivos, que tem permitido, nomeadamente durante a realização do Simpósio Internacional de Arte Contemporânea (SIAC) e do Salão de Outono, “apresentar grandes exposições, com condições de infraestrutura muito boas, ao melhor nível”.

“Fizemos uma renovação do próprio auditório do museu, a que demos o nome de Parlatório. Um espaço para as conversas, para as reuniões, para diversas manifestações, não apenas do museu, mas também da programação da cidade. Fizemos uma alteração total do sistema de luzes, do sistema de iluminação, tanto das vitrinas como dos espaços expositivos”, prosseguiu Victor Amaral.

Na opinião do vereador, o Museu da Guarda, que em 2016 passou da tutela do Governo para a autarquia, “apresenta hoje uma dimensão de infraestrutura completamente diferente” daquela que foi herdada e, “isso tem a ver, exatamente, com a aposta na melhoria das condições e também no posicionamento do museu e da Guarda”.

“No fundo, é a afirmação da Guarda também no domínio das artes e na área da museologia”, sublinhou.

O município também criou uma sala própria para a coleção do Novo Banco (composta por cinco obras de arte contemporânea), a Sala Santa Rita Pintor (1889-1918), um Estúdio de Gravura, a Galeria Evelina Coelho (1945-2013) e a Galeria Espaço 4.

Fez ainda investimentos na criação do Campus Internacional de Escultura Contemporânea (contíguo à Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço e ao Centro de Estudos Ibérios) e da Via Pictórica (circuito urbano composto por obras de artistas nacionais e espanhóis).

Segundo Victor Amaral, os investimentos contribuíram para o aumento dos visitantes. Pelas suas contas, desde 2016 até ao final de 2018, o Museu da Guarda “registou um crescimento de mais de 400% de visitantes em relação a 2015”, sem adiantar números. Só a última edição do SIAC, realizada em junho, teve “mais de nove mil visitantes”, destacou.

Os investimentos realizados pela autarquia inserem-se no processo de candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura 2027.

O Museu da Guarda, que abriu ao público no dia 30 de julho de 1940, encerra coleções de arqueologia, numismática, escultura sacra dos séculos XIII a XVIII, pintura sacra dos séculos XVI a XVIII, armaria dos séculos XVII a XX e etnografia, entre outras.




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