Covilhã lidera projeto regional para valorização do rio Zêzere

A Câmara da Covilhã vai liderar um projeto regional que visa a valorização do rio Zêzere como património natural e identitário, contribuindo para a sua preservação, anunciou aquela autarquia do distrito de Castelo Branco.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o município explica que o projeto já foi aprovado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, obtendo uma comparticipação financeira de aproximadamente 300 mil euros, através do Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional (FEDER).

Com a denominação “Este Zêzere que nos Une”, a iniciativa será desenvolvida em parceria com as autarquias de Belmonte, Fundão e Manteigas, e terá como base um programa cultural em rede, tendo em conta o património natural da Grande Rota do Zêzere (GRZ).

Entre os objetivos está a promoção do trabalho artístico e cultural desenvolvido nos quatro municípios para potenciar o território como destino turístico sustentável.

O trabalho inclui o desenvolvimento do programa “As Artes em Diálogo com o Zêzere’, que visa a realização de espetáculos de música, dança, teatro, artes performativas, entre outros, nos municípios envolvidos.

Juntam-se-lhe “O Zêzere, os Plásticos e as Artes Plásticas”, que pretende alertar para as questões ambientais e para a poluição, através de uma residência artística de um conceituado artista plástico que vai reutilizar lixo recolhido no Zêzere ou nas zonas envolventes dos quatro municípios, e “O Zêzere em Fotografia”, que passará pela contratação de fotógrafos de referência, locais e nacionais, para participarem em projetos fotográficos sobre o rio Zêzere, que serão impressos em grandes formatos e colocados ao longo da GRZ, e para realizarem ‘masterclasses’, ‘workshops’ e passeios abertos à comunidade.

Citado na nota de imprensa, o presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, manifesta agrado pela aprovação desta candidatura, que vai permitir concretizar “um grande projeto regional de promoção e desenvolvimento do património natural e cultural”.

“O Município da Covilhã lidera o projeto, mas será indispensável a colaboração de todos os municípios parceiros para atingirmos os nossos objetivos, aproveitando assim esta grande oportunidade”, acrescenta.

O autarca sublinha a “importância indiscutível” da iniciativa por ter como objetivos “criar condições para a recuperação económica e social, permitindo aos agentes culturais retomar a sua atividade, bem como dinamizar o património natural e identitário ligado ao rio Zêzere, potenciar o território como destino turístico sustentável, a nível nacional e internacional e agregar uma estratégia cultural e turística intermunicipal, que garanta o acesso à cultura para todos os cidadãos”.

A informação ressalva que a atual situação pandémica poderá provocar alterações, mas o período de execução previsto para esta iniciativa vai de janeiro de 2021 a junho de 2022, correspondendo a um programa de ação de 18 meses.

O rio Zêzere nasce na Serra da Estrela, a cerca de 1.900 metros de altitude, junto ao Cântaro Magro e atravessa os concelhos de Manteigas, Belmonte, Covilhã e Fundão. Após 214 km de percurso, o Zêzere une-se em Constância ao rio Tejo.



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