Covid-19: Hospital da Guarda fez 108 videochamadas entre doentes e familiares

O serviço de Medicina do hospital da Guarda estabeleceu, no último mês e meio, 108 videochamadas entre doentes internados e familiares que se viram privados das visitas presenciais devido à pandemia da covid-19.

A Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, que gere o Hospital Sousa Martins, refere em comunicado enviado hoje à agência Lusa que, com o recurso às videochamadas, foi “possível encurtar distâncias e apoiar psicológica e emocionalmente” os doentes.

“Desde meados de abril até à presente data foram efetuadas mais de uma centena de chamadas, com uma média diária de três videochamadas. O pico máximo verificou-se na Páscoa, onde atingimos as nove videochamadas num só dia. Nos períodos que se seguiram, conseguimos manter a média de três por dia, com dias cujos picos atingiram as cinco chamadas”, segundo a nota.

A fonte refere ainda que a maioria (66%) das “visitas virtuais” aos doentes internados no serviço de Medicina do HSM foi efetuada via WhatsApp e as restantes 34% por Facebook.

O serviço de Medicina do hospital anuncia que pretende “dar continuidade a estas visitas virtuais e incentivar cada vez mais famílias a participarem” na iniciativa.

“Relembramos que o apoio psicológico e emocional da família e dos amigos é um coadjuvante importante na recuperação dos doentes”, sublinha a ULS/Guarda.

Devido à pandemia da covid-19, os doentes internados no HSM não têm visitas, mas as equipas do serviço de Medicina decidiram facilitar a realização de videochamadas com os familiares, através de dois equipamentos que foram “cedidos para o efeito”.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou quase 345 mil mortos e infetou mais de 5,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Portugal contabiliza 1.330 mortos associados à covid-19 em 30.788 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.

Relativamente ao dia anterior, há mais 14 mortos (+1%) e mais 165 casos de infeção (+0,5%).

O número de pessoas hospitalizadas baixou de 536 para 531 das quais 72 em unidades de cuidados intensivos (menos seis).

O número de doentes recuperados é de 17.822.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.




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