Concurso do Parque TIR de Vilar Formoso lançado até novembro

O parque de camiões TIR situa-se na fronteira, com uma parte em Portugal e outra em Espanha.

O grupo de trabalho do Governo para revitalizar a fronteira de Vilar Formoso, em Almeida, distrito da Guarda, perspetiva que o concurso da requalificação do parque da camiões TIR seja lançado no máximo até novembro de 2020.

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que lidera o grupo de trabalho, referiu ontem que está atualmente a ser trabalhado o caderno de encargos para se fazer o projeto.

Ana Abrunhosa falava aos jornalistas no final da terceira reunião de trabalho (depois das de agosto e outubro), mas a primeira após as eleições legislativas, com as quais ocorreram alterações no Governo, incluindo a criação do Ministério da Coesão Territorial, que agora assume a liderança do grupo interministerial.

“Em janeiro lançaremos o procedimento para o projeto de requalificação do Parque TIR […] e depois esperemos que para março/abril possamos ter o projeto de arquitetura e de especialidades feito, para que as Infraestruturas de Portugal lancem o procedimento da obra e, no máximo em outubro/novembro, lancem o concurso para a obra do parque”, anunciou, em Almeida.

O parque de camiões TIR situa-se na fronteira, com uma parte em Portugal e outra em Espanha.

As obras de requalificação “envolvem algumas vias e uma rotunda” e, por isso, a Infraestruturas de Portugal está a “discutir uma ligação à A25” (autoestrada) que unirá Vilar Formoso à fronteira, ou seja, é necessária uma articulação com a concessionária, que também fará a ligação à Autoestrada 62, que vai até Salamanca, em Espanha.

Esta construção do troço final da A25 tem a data prevista para final de 2020, segundo o secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado.

O presidente da Câmara de Almeida, António Machado, que na anterior reunião tinha manifestado o desejo de “ter mais algum projeto da revitalização concluído, aquando da conclusão da A25”, mostrou-se “satisfeito por se dever concretizar” esta ambição e “disponível na colaboração com todos os projetos”.

“Há de estar [concluído] o espaço empresa, o espaço cidadão, há de estar já bem trabalhado o concurso de ideias para a componente turística, ou seja, vamos trabalhar e durante um período de tempo esse trabalho não é visível, mas depois torna-se visível a curto prazo”, assumiu a ministra.

Para a revitalização da zona, considerou a governante, “é muito importante requalificar tudo o que tenha a ver com a restauração”.

“Vamos tentar envolver os privados, porque é muito importante termos espaços de restauração e espaços para os turistas poderem pernoitar. Teremos, neste domínio, de estimular os privados a juntarem-se a este projeto”, sublinhou.

Ana Abrunhosa explicou que a reunião de ontem serviu para reajustar datas e trabalhos.

“Este ano é um ano de trabalho, estas coisas têm várias componentes, têm vários membros do Governo. Não podem ser projetos desgarrados, têm de ser integrados e um ano para os trabalhar e desenvolver […] não é muito tempo. É um ano para trabalharmos e para depois pormos os projetos no terreno”, anunciou a ministra da Coesão Territorial, que lidera o grupo de trabalho.

Na reunião, no Edifício da Alfândega em Vilar Formoso, estiveram presentes, além da ministra Ana Abrunhosa, os dois secretários de Estado da tua tutela (Desenvolvimento Regional e Valorização do Interior), a secretária de Estado do Turismo, o secretário de Estado das Infraestruturas e representantes de outras entidades, assim como os autarcas de Almeida e Vilar Formoso e do Ayuntamiento de Fuentes de Oñoro, Espanha.




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