Comissão de Coordenação do Centro elege as pessoas como motores da resiliência das regiões

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa, defendeu hoje que as pessoas é que fazem as cidades e as regiões resilientes, a par de uma boa liderança e de uma estratégia integrada.

“O que faz as regiões e as cidades serem resilientes são sobretudo as suas pessoas, a liderança e o ter uma estratégia integrada. É respeitar os recursos e as pessoas do território, o que chamamos os recursos endógenos, e desenvolvê-los de forma inovadora”, sustentou.

Na sua intervenção na Semana Europeia das Regiões e das Cidades, que decorre em Bruxelas até quinta-feira, Ana Abrunhosa destacou a importância de se diversificar a base económica das regiões, por entender que “apoiar toda a estratégia num só setor é muito arriscado”.

“E depois é fazer a ponte e o casamento entre o conhecimento e a sociedade. Portanto, as redes que criam sinergias e que formam os pequenos em grandes”, acrescentou.

Na abordagem ao tema “Cidades Resilientes e a Importância das Redes”, a presidente da CCDRC optou por levar casos concretos de projetos que estão a ser desenvolvidos na região Centro, entre os quais o Balcão de Responsabilidade Social Científica.

“Este projeto visa fazer a ponte entre os centros de conhecimento e a sociedade. No fundo, vem responder a duas questões: em que é que os cidadãos, as organizações e as empresas podem ajudar a ciência no desenvolvimento do seu conhecimento e da sua tecnologia; e, do lado da ciência, em que é que o nosso conhecimento e a nossa tecnologia podem ajudar a resolver problemas da sociedade”, apontou.

Ana Abrunhosa aludiu também ao exemplo do projeto “Centro BIO: Bioindústrias, Biorrefinarias e Bioprodutos”, da BLC3 – Campus de Tecnologia e Inovação, de Oliveira de Hospital, que no ano passado recebeu o prémio RegioStars, na categoria de crescimento sustentável.

O papel do Instituto Pedro Nunes (IPN), em Coimbra, também foi destacado, enquanto entidade que já ajuda em termos de responsabilidade social científica.

“Pouca gente sabe, mas o Instituto Pedro Nunes trabalha com 48 municípios nos seus projetos. É uma organização que, para além de desempenhar o seu papel, tem uma responsabilidade muito grande, porque ensina os outros como se faz o interface tecnológico”, referiu.

O projeto TecBIS – Aceleradora de Empresas do IPN é um dos finalistas dos Prémios Regiostars deste ano, promovidos pela Comissão Europeia, com o objetivo de identificar boas práticas de desenvolvimento regional, destacando projetos inovadores, apoiados por fundos europeus.

Outro exemplo apontado foi o do Fundão, uma cidade que “estava condenada há uns anos, com uma taxa de desemprego elevadíssima, um saldo de população muito negativo”, mas que agora “consegue atrair empresas internacionais e centenas de pessoas qualificadas”.

O último exemplo levado foi Ana Abrunhosa a Bruxelas foi o `Porta a Porta`, da rede Médio Tejo.

“Trata-se de transporte a pedido, sobretudo para uma população frágil”, concluiu.




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